Exportações de Minas para o Paraguai crescem 25% e somam US$ 166,7 milhões em 2026

Entre janeiro e setembro de 2026, montante somou US$ 166,7 milhões
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Exportações de Minas para o Paraguai crescem 25% e somam US$ 166,7 milhões em 2026
Paraguai é um dos mercados sul-americanos mais alinhados ao Brasil e país vizinho se firma como destino relevante para indústria mineira | Foto: Reprodução Adobe Stock / Angelo F. Roesler

As exportações de Minas Gerais para o Paraguai somaram US$ 166,7 milhões entre janeiro e setembro de 2026, alta de 25,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Um dos mercados sul-americanos mais alinhados ao Brasil, o país vizinho se firma como destino relevante para a indústria mineira, com destaque para a venda de veículos.

O segmento de “veículos automóveis para transporte de mercadorias” liderou a pauta exportadora, com US$ 21,98 milhões, alta de 20,8% sobre os US$ 18,19 milhões registrados entre janeiro e setembro de 2025. Na sequência aparecem os automóveis de passageiros, que somaram US$ 13,29 milhões e tiveram o maior crescimento entre os principais itens, de 31,5% na comparação anual.

Juntos, os dois tipos de veículos responderam por US$ 35,3 milhões, cerca de 21% de tudo o que o Estado vendeu ao Paraguai no período.

Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos ocuparam a terceira posição, com US$ 10 milhões, avanço de 29,2%. Com o resultado, a categoria ultrapassou o mercado de fios e cabos, que ficou em quarto lugar, ampliando de US$ 9 milhões para US$ 10,02 milhões (11,3%).

O milho (US$ 9,04 milhões) e os produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado (US$ 8,48 milhões) completam a lista dos seis principais produtos enviados de Minas Gerais ao Paraguai. No ano passado, o top 6 incluía o fio-máquina de ferro ou aço não ligado (US$ 5,88 milhões) e o segmento de aeronaves e outros veículos aéreos (US$ 5,39 milhões).

De acordo com o economista e conselheiro de política econômica, Stefan D’Amato, o avanço das exportações mineiras para o Paraguai representa um movimento importante de fortalecimento das relações comerciais regionais, especialmente em um cenário de desaceleração da atividade econômica. Segundo ele, a ampliação da demanda externa pode desempenhar um papel relevante na sustentação da produção industrial local.

O economista frisa que esse crescimento não ocorreu apenas em termos monetários. “Enquanto o valor exportado aumentou 25,2%, o peso líquido das mercadorias comercializadas avançou aproximadamente 45,7%, sinalizando uma expansão física expressiva dos fluxos comerciais. Esse resultado sugere um fortalecimento da presença dos produtos mineiros no mercado paraguaio, embora seja necessário considerar as mudanças na composição da pauta exportadora”, avalia.

Diversificação contribui para reduzir exposição do Estado às oscilações de determinados mercados

Para o economista, a ampliação dos embarques ao Paraguai pode ajudar a manter a utilização da capacidade instalada, estimular a demanda por insumos industriais e sustentar o emprego e a renda nas regiões mineiras ligadas à cadeia automotiva.

“Essa diversificação contribui para ampliar as possibilidades de inserção da economia mineira no comércio regional e reduzir sua exposição às oscilações de determinados mercados”, afirma.

Em um cenário de menor dinamismo econômico, ele avalia que a abertura de novos destinos pode compensar parcialmente o enfraquecimento da demanda doméstica, sobretudo em atividades industriais que dependem de escala e de regularidade nos pedidos.

O principal desafio, segundo D’Amato, é transformar o crescimento recente em uma inserção comercial contínua e diversificada, capaz de atrair investimentos, ampliar os encadeamentos produtivos e fortalecer a competitividade da indústria estadual.

“O fortalecimento das relações comerciais com o Paraguai deve ser compreendido não apenas como um resultado favorável da balança comercial, mas como uma oportunidade estratégica para a economia de Minas Gerais”, conclui.

Sobre o autor

Leonardo Morais

Repórter de economia e negócios do Diário do Comércio, com experiência em jornalismo digital e produção multimídia. Graduado pela PUC Minas, foi premiado com o 2º lugar no Prêmio Sebrae de Jornalismo, Fotojornalismo (2024).


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