Economia

Estratégia de captação incrementa maior feira de lingerie do País, no Sul de Minas

Feira de Lingerie de Juruaia atraiu visitantes e revendedores de todo o Brasil, gerando expectativa de até 20% de incremento nas vendas
Estratégia de captação incrementa maior feira de lingerie do País, no Sul de Minas
Juruaia tem cerca de 400 confecções de moda íntima, sendo 95% lideradas por mulheres e produção de mais de 20 milhões de peças por ano | Crédito: Divulgação Festlingerie

Uma cidade que possui o título de maior polo de roupas íntimas do Brasil não poderia deixar de abrigar o grande evento do setor. A Feira de Lingerie de Juruaia (Felinju), no Sul de Minas, que movimentou o município de pouco mais de 11 mil habitantes entre os dias 23 e 25 de abril, foi mais um marco para a economia local, que tem mais de 400 empresas abertas só para a confecção de lingeries.

Com visitantes de várias partes do país, principalmente revendedores de todos os portes, a Felinju 2026 recebeu mais de 50 stands e pouco mais de 70 marcas, que visam colocar seus produtos em evidência. A previsão é de um incremento de até 20% nas vendas em relação ao ano passado, com mais de 10 mil visitantes passando pelo evento.

“Não são clientes que compram uma ou duas peças. São clientes potenciais com poder de compra maior, de até um milhão e meio de reais”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Juruaia (Aciju), João Carlos Iorio.

Estratégias

Para manter a alta circulação de pessoas e o volume de negócios na feira deste ano, os organizadores, em parceria com a Aciju, traçaram uma estratégia de ir até o cliente e buscá-lo onde ele estivesse.

“A nossa prospecção foi um pouco diferente este ano. Focamos em clientes que não conheciam o polo, clientes potenciais com negócio de revenda, lojistas e sacoleiras, pessoas que revendem o produto e que têm uma renda extra. Então, nós focamos nesse público para trazê-los a conhecer o polo”, revelou Iorio.

Outro ponto forte na estratégia de vendas da Felinju foi o crescimento do comércio on-line, que, mesmo assim, não afastou o comprador presencial. Tornou-se uma facilidade a mais para o comerciante.

“A demanda on-line cresceu. As empresas que se prepararam estão despachando mercadoria. E a primeira compra, normalmente, a pessoa faz de forma presencial. Conseguimos atrair 36 clientes que nunca tinham ouvido falar em Juruaia, e eles vieram conhecer pessoalmente. Depois que conhecem o produto, voltam a comprar on-line”, afirmou o presidente da entidade.

Compradores e Dia das Mães

Juruaia fica bastante movimentada em tempos de Felinju, pois recebe revendedoras, sacoleiras e comerciantes de várias partes do País. Os principais compradores vêm do Norte de Minas, do Paraná, de São Paulo (capital) e de Tocantins.

São essas caravanas que animam o setor, já que o segmento não teve um primeiro trimestre robusto, mas confia no Dia das Mães para impulsionar as vendas. Outro trunfo é a qualidade dos produtos e os lançamentos exclusivos durante a feira para todas as estações do ano.

“O nosso público antecipa as compras. Além disso, temos uma linha muito diversificada, com pijamas e peças para o frio. E nós também prospectamos regiões mais quentes, que podem aproveitar os lançamentos de coleções exclusivas”, disse João Carlos Iorio.

“Temos concorrência com produtores do Rio de Janeiro e de Fortaleza, mas o nosso produto se destaca pela qualidade, pelo design e pela modelagem. O produto tem um valor agregado alto. Um conjunto que aqui custa em média 40 a 50 reais chega ao consumidor final por 100 a 150 reais. E ele paga porque reconhece a qualidade. Esse é o nosso diferencial”, finalizou p presidente da Aciju.

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