Economia

Consumidor de BH deve gastar R$ 478 em presentes no Dia das Mães

Levantamento da CDL/BH mostra que maioria pretende gastar mais, com preferência por compras à vista via Pix e concentração na semana da data
Atualizado em 22 de abril de 2026 • 11:51
Consumidor de BH deve gastar R$ 478 em presentes no Dia das Mães
Foto: Allos / Divulgação

O gasto médio estimado por consumidor na compra de presentes para o Dia das Mães em Belo Horizonte será de R$ 478,54 neste ano. De acordo com uma pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), 54% dos entrevistados pretendem adquirir algo para celebrar a data.

O investimento estimado para a edição de 2026 é 35,53% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o gasto total foi de R$ 353,10 por consumidor. Vale lembrar que o cálculo considera a aquisição de, em média, dois presentes por pessoa.

Esse resultado reforça a força da data, considerada uma das mais importantes do varejo, e seu potencial de movimentação econômica, mesmo em um cenário ainda desafiador para parte das famílias. O estudo indica que, apesar das adversidades, o consumidor que vai às compras está mais disposto a investir.

O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, destaca que o Dia das Mães é uma data de grande relevância para o comércio, não apenas pelo volume de vendas, mas também pelo apelo emocional que envolve a escolha do presente. “Mesmo diante de um cenário econômico mais restritivo, o consumidor que decidiu comprar está mais disposto a investir em qualidade e significado”, diz.

Silva ressalta que o Dia das Mães fica atrás apenas do Natal em volume de vendas. Ele pontua que, para muitos lojistas da capital mineira, esse é um dos períodos mais importantes do primeiro semestre, com grande impacto no faturamento e na movimentação das lojas. A data, segundo o dirigente, também representa uma oportunidade estratégica para os comerciantes.

“Muitos empresários aproveitam esse aumento nas vendas para ganhar fôlego de caixa, equilibrar as contas e se preparar para os próximos meses, até a chegada das grandes datas do segundo semestre, como a Black Friday e o próprio Natal”, relata.

O levantamento ainda aponta que as mães seguem como as principais homenageadas, sendo citadas por 78,9% dos respondentes. Além delas, aparecem também as esposas, irmãs e outras figuras femininas importantes, como avós, sogras, tias e madrinhas.

Vitrine de loja
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Além disso, mais da metade (53,8%) dos consumidores que pretendem ir às compras neste ano planejam gastar mais do que em 2025. Esse grupo está motivado principalmente pela percepção de preços mais altos e pela intenção de adquirir produtos melhores.

Por outro lado, 43% disseram que não devem presentear ninguém neste período. Entre os principais fatores estão questões ligadas à restrição orçamentária, priorização de outras despesas e aumento de preços.

Itens mais procurados e formas de pagamento

A pesquisa também mostra que os itens de cosméticos e perfumaria serão os mais procurados na capital mineira, com a preferência de 23,9% do público. Em seguida, aparecem as roupas (21,1%), calçados e bolsas (9,1%) e os eletrodomésticos (8,3%). “São categorias diretamente ligadas ao apelo emocional da data, que estimulam a compra de presentes com significado”, afirma o presidente da CDL/BH.

Quanto à forma de pagamento, o destaque é a opção à vista para 67,9% dos respondentes, sendo o Pix a principal modalidade utilizada. Isso, conforme o estudo, reflete uma busca maior por controle financeiro. Entre aqueles que devem optar pelo pagamento a prazo (28,4%), a média será de três parcelas.

Silva destaca que o pagamento à vista já é uma característica presente em datas como o Dia das Mães, mas nesta edição ele ganha ainda mais força. “O destaque para o Pix mostra um consumidor mais atento ao controle financeiro, buscando evitar o endividamento, o que reflete o cenário econômico atual”, avalia.

Além dos presentes, parte dos consumidores pretende investir nas comemorações. Considerando apenas os que vão celebrar a data, a maioria estima um gasto médio de cerca de R$ 239,68, principalmente com momentos em família, como almoços especiais, evidenciando a valorização das experiências afetivas.

O dirigente ressalta que o Dia das Mães vai além do consumo, sendo também uma data que mobiliza sentimentos e aproxima as famílias. “O varejo precisa estar preparado para atender essa demanda de forma sensível, oferecendo opções que dialoguem com esse momento especial”, completa.

Compras em última hora e varejo físico

Comércio lojas
Foto: Diário do Comércio/Arquivo/Charles Silva

O levantamento realizado pela CDL/BH aponta que o comportamento do consumidor indica que o movimento nas lojas deve se intensificar nos dias que antecedem a data. A maioria (72,5%) dos entrevistados pretende realizar as compras na semana do Dia das Mães. Esse hábito é impulsionado pela falta de tempo, pela organização financeira e pela expectativa de promoções.

Outro destaque é a força do varejo físico no comércio. As lojas presenciais seguem como principal canal de compra na Capital, presentes na decisão de 73,4% dos consumidores, seja de forma exclusiva ou combinada com o on-line. De acordo com o presidente da entidade, esse dado reforça a importância da experiência no ponto de venda.

“O consumidor quer ver, tocar e escolher com mais segurança. Por isso, investir em atendimento, ambiente e agilidade é fundamental para atrair e converter vendas neste período”, destaca.

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