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Governo federal promete bancar obras de infraestrutura em MG

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O ministro Tarcísio de Freitas prometeu esforço para a reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte | Crédito: CHARLES SILVA DUARTE / Arquivo DC

Apesar de todas as intempéries de 2020, o ano tem reservado boas notícias para Minas Gerais. Após o presidente Jair Bolsonaro confirmar os recursos para a tão esperada expansão do metrô de Belo Horizonte, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, garantiu, à bancada mineira no Congresso Federal, recursos para a continuidade das obras da BR-381 e esforços para tirar do papel outros projetos longínquos do Estado, como a privatização do metrô e a reforma do Anel Rodoviário.

De acordo com o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o encontro virtual do ministro com os deputados federais teve o objetivo principal de detalhar o repasse anunciado pelo presidente e tratar de outras obras de infraestrutura há muito cobradas pelos mineiros.

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“O assunto principal foi o metrô, que é tão simbólico não apenas para a Capital e região metropolitana, mas para o Estado inteiro. E cuja garantia de recursos pode ser comemorada em duas frentes: a construção da linha 2 – que ligará a estação Calafate à região do Barreiro – e no segundo momento, a própria concessão do metrô no que tange a sua estadualização”, afirmou.

Anastasia lembrou que para a expansão do trem urbano, será destinado o montante de R$ 1 bilhão que faz parte de um acordo com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para recomposição da linha férrea. Já a estadualização do equipamento dependeria de recursos da Vale referentes à indenização pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (RMBH), no ano passado.

“Assim como para o Anel Rodoviário, por meio de uma PPP (parceria público-privada) conduzida pelo governo do Estado, mas também com recursos da mineradora”, acrescentou lembrando que o ministro falou da intenção dos projetos, mas que a execução dos mesmos dependerá de acordos com a Vale.

Rodovia – Já os recursos para a continuidade das obras de duplicação da BR-381 – mais conhecida como “Rodovia da Morte” –, conforme o senador, foram garantidos. “Neste caso são recursos do Tesouro e os trabalhos devem continuar”, ressaltou.

Esperada pelos mineiros há décadas, as obras da rodovia vêm sendo tocadas, mesmo que a passos lentos, pela União, enquanto a concessão à iniciativa privada não sai do papel. A previsão é que o certame aconteça no ano que vem, já que a licitação que estava prevista para ocorrer no segundo semestre deste exercício foi adiada em virtude de mudanças regulatórias e tecnológicas dos projetos e dos obstáculos causados pela pandemia de Covid-19, conforme publicado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em julho.

Aeroporto Carlos Prates será desativado

Aeródromo é alvo de reclamações de moradores da região por conta de acidentes | CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE

Os aeroportos de Minas Gerais também foram assunto da reunião do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com parlamentares do Estado. De acordo com o senador, Antonio Anastasia, o ministro citou aeródromos mineiros que poderão ser privatizados a partir do ano que vem e falou de reformas nos aeroportos de Montes Claros (Norte de Minas), Uberlândia (Triângulo) e falou sobre o repasse do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para o governo estadual.

O ministro anunciou ainda a desativação do Aeroporto Carlos Prates, também localizado na capital mineira, a partir de dezembro de 2021. A medida já era um pleito de moradores do entorno do aeródromo, em função dos constantes acidentes aéreos.

Procurado, o Ministério da Infraestrutura disse, por meio de nota, que decidiu pela desativação do Aeroporto Carlos Prates, mas que a desativação não tem relação com os acidentes. “É uma decisão relacionada à 7ª rodada de concessões aeroportuárias, buscando torná-la ainda mais atraente para os investidores, e à transferência do Aeroporto da Pampulha para o Estado”, justificou.

Ainda conforme a Pasta, a ideia é que o terminal opere até o fim do ano que vem sob a gestão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e depois seja desativado definitivamente, tendo suas operações transferidas para o Aeroporto da Pampulha. Sobre o imóvel, disseram que é de propriedade da União e será desafetado para fins aeroportuários, ficando a cargo da Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

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