HackTown amplia parcerias e deve movimentar R$ 40 milhões na economia local
A décima edição do HackTown, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, reforça o peso do Vale da Eletrônica no desenvolvimento regional. Em 2026, o festival reuniu 15 mil credenciados e deve injetar cerca de R$ 40 milhões em cinco dias no ecossistema local, frente a R$ 35 milhões no ano passado.
A projeção é do cofundador do evento, Marcos David. Realizado entre 3 e 7 de setembro, o HackTown tem 1.300 atividades na programação, entre painéis, palestras, workshops, experiências, shows e apresentações artísticas.
“Este ano conseguimos avançar em aspectos de organização, e estamos nos aprimorando para entregar maior qualidade”, afirma o cofundador.
Pela primeira vez, o festival captou recursos pela Lei Rouanet e pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, além de patrocínio da Petrobras. O reforço no orçamento ampliou a dimensão do evento, que atraiu mais de 150 parceiros e patrocinadores.
“O HackTown está mais forte do que nunca, e a principal lição desses 10 anos é que nada se faz sozinho”, destaca Marcos David.
O impacto extrapola o comércio e a rede hoteleira de Santa Rita do Sapucaí. Segundo o cofundador do evento, mais de 40 municípios vizinhos devem receber participantes ao longo dos dias de programação.
Entre os negócios locais que se apoiam no festival está a Associação das Empreendedoras do Café, que reúne 170 mulheres de Santa Rita do Sapucaí e participa do HackTown há alguns anos. As associadas atuam em toda a cadeia do café e aproveitam o evento para ganhar visibilidade.
“Muito importante esse espaço. O que o HackTown proporciona é muito interessante e ajuda a dar visibilidade à nossa iniciativa”, afirma a integrante da Associação das Empreendedoras do Café, Rebeca Bernardes.

Mesmo com o encerramento previsto para esta segunda-feira (7), os trabalhos não param. Ainda em 2026, a organização inicia o fechamento dos relatórios com parceiros e a preparação de novos projetos.
Segundo Marcos David, a ideia é que o HackTown deixe de ser apenas um evento anual e passe a movimentar o ecossistema durante todo o ano.
“Estamos marcando reuniões com parceiros olhando para 2027 e 2028, para o HackTown e para outros projetos. Nossa tendência não é aumentar o número de marcas, e sim o impacto da presença dessas marcas na cidade”, conclui o gestor.
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