Ibovespa fecha em queda com realização de lucros, mas caminha para melhor mês em 3 anos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,29%, a 126.165,64 pontos

29 de novembro de 2023 às 19h06

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Crédito: Adobe Stock

São Paulo – O Ibovespa fechou em baixa nesta quarta-feira, após superar 127 mil pontos pela primeira vez desde 2021, em meio a movimentos de realização de lucros, mas ainda caminha para o melhor desempenho mensal em três anos, apoiado na expectativa de que o Federal Reserve encerrou o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,29%, a 126.165,64 pontos. Na máxima do dia, chegou a 127.388,15 pontos, maior patamar intradia desde 16 de julho de 2021. Na mínima, atingiu 126.017,97 pontos. O volume financeiro somou R$ 22,3 bilhões.

Com tal desempenho, o Ibovespa caminha para a melhor performance mensal em três anos, com o ganho acumulado até o momento alcançando 11,5%. Tal movimento tem sido apoiado principalmente pelo retorno do capital externo para a bolsa, com o saldo no mês positivo em R$ 17,4 bilhões até o dia 27.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou nesta sessão com decréscimo de 0,09%, enquanto o rendimento do Treasury de 10 anos marcava 4,2629% no final da tarde, ante 4,336% na véspera – cada vez mais distante da máxima do ano, quando chegou a 5%.

Na agenda do dia, dados forneceram sinais encorajadores sobre a economia dos EUA, com o PIB crescendo a uma taxa anualizada de 5,2% no terceiro trimestre, enquanto a inflação estava tendendo para baixo, o que ofuscou a contratição em declarações de autoridades do Fed.

De acordo com o analista Luis Novaes, da Terra Investimento, dada a reação dos Treasuries, prevaleceu a visão de que a economia dos EUA segue forte e o pouso suave deve ser alcançado após o aperto monetário, e não o entendimento de que o Fed pode voltar a subir os juros ou mantê-los altos por mais tempo.

“Desta forma, o mercado segue inclinado ao risco, favorecendo os ativos emergentes“, acrescentou, ponderando que, eventualmente, haverá correções, como ocorreu nesta sessão.

Destaques

– PETROBRAS PN recuou 1,04%, a R$ 35,23, mesmo com a alta dos preços do petróleo no exterior, com o Brent subindo 1,7%, a US$ 83,10 o barril. Em novembro, a ação ainda acumula um ganho de mais de 5%

– RD ON caiu 4,19%, a R$ 28,33, experimentando ajustes após duas altas seguidas, em que acumulou ganho de 4,4%. Em novembro, ainda contabiliza uma valorização de 9,8%.

– MRV ON perdeu 4,64%, a R$ 9,66, devolvendo boa parte da alta da véspera, quando fechou com acréscimo de 5,4%. O índice do setor imobiliário da B3 cedeu 0,78%.

– GOL PN cedeu 5,16%, a R$ 9,01, tendo no radar relatório de analistas do Citi cortando a recomendação da ação para “venda/alto risco”, avaliando que a parte operacional da empresa está boa, mas a estrutura de capital não.

– LOJAS RENNER ON avançou 4,14%, a R$ 16,09, renovando máxima desde meados de setembro. O papel, contudo, ainda acumula queda de cerca de 19% em 2023.

– BRASKEM PNA valorizou-se 2,25%, a R$ 20,45, endossada por relatório de analistas do UBS BB elevando a recomendação da ação para “neutra” ante “venda”, bem como o preço-alvo de R$ 20,00 para R$ 22,00. Investidores também continuam na expectativa sobre o destino da participação de controle da Novonor na petroquímica.

– VIBRA ON subiu 3,48%, a R$ 22,62, após considerar “injustificável” relação de troca em proposta da Eneva para a fusão entre ambas, mas manter a porta aberta para negociações caso a elétrica tenha intenção de “melhorar significativamente” os termos apresentados. ENEVA ON fechou estável, a R$ 12,35.

– ITAÚ UNIBANCO PN encerrou em alta de 0,68%, a R$ 31,11, com o setor tendo como pano de fundo mudanças no cálculo do requerimento de capital para o risco operacional, que alguns analistas avaliam que devem abrir espaço para um aumento na remuneração a acionistas.

– VALE ON cedeu 0,03%, a R$ 73,45, em dia de desempenho misto dos futuros do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, caiu 0,5%, enquanto o vencimento de referência da Bolsa de Cingapura subiu 0,8%.

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