COTAÇÃO DE 22/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3030

VENDA: R$5,3040

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4600

EURO

COMPRA: R$6,1939

VENDA: R$6,1967

OURO NY

U$1.768,10

OURO BM&F (g)

R$301,58 (g)

BOVESPA

+1,84

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Inflação já acumula alta de 4,76% no ano na Capital

COMPARTILHE

A alimentação em restaurante ficou 3,83% mais cara na capital mineira no mês passado, a maior elevação dos grupos pesquisados pelo Ipead | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A inflação em Belo Horizonte apresentou mais uma alta em julho. De acordo com os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,54% em julho, levando para 4,76% a alta acumulado nos primeiros sete meses de 2021 e para 8,62% nos últimos 12 meses. No sétimo mês do ano, a alta do IPCA foi puxada, principalmente, pelos aumentos dos custos com alimentação e energia elétrica. 

De acordo com o gerente de Pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, a inflação deve continuar em alta. Ainda são muitas as incertezas em relação aos cenários econômicos, o que interfere no mercado. Além disso, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, muitas atividades estão retomando, assim como o cotidiano da população, o que tem impulsionado os preços de alguns produtos, como os ligados ao turismo, por exemplo.

PUBLICIDADE

“O impacto maior na inflação de junho aconteceu, basicamente, pela refeição fora de casa, tarifa de energia elétrica, excursões, passagens aéreas e gasolina. Com a vacinação contra a Covid-19, mais atividades estão retomando e as pessoas também estão buscando uma vida mais próxima ao normal, o que aumentou a demanda por alguns produtos e alavancou os custos”.

A pesquisa feita sobre os preços dos produtos e serviços, que são agrupados em 11 itens, teve como maiores destaques as altas de 3,83% para o grupo de Alimentação em restaurante, de 2,70% para Alimentos elaboração primária, de 1,31% para Bebidas em bares e restaurantes e de 1,14% para Produtos administrados.

No mês, foram registradas quedas de 2,82% em Alimentos in natura, de 2,68% em Saúde e cuidados pessoais e de 2,67% em Vestuário e complementos.

Ao longo de julho, o item de maior contribuição para o aumento no custo de vida foi a refeição, com alta de 4,40% no mês. Elevação também foi vista nos custos com energia elétrica residencial, que avançou 4,78%. Em excursões, a variação positiva nos preços foi de 3,6% e em passagens áreas de 31,58%. A gasolina, mais uma vez, também apresentou reajuste, de 1,04%.

Dentre as quedas, que foram importantes para que a inflação não avançasse ainda mais, estão o plano de saúde individual, com retração de 5,53%, seguido pela blusa feminina, com queda de 27,48%, hospitalização/cirurgia com retração de 12,88%, calça masculina, 14,28% e batata-inglesa, cujo preço ficou 16,39% menor. 

Com o resultado mensal, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, na Capital, está em 8,62%. Índice muito acima do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para o Brasil, que é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

“A tendência é encerrar o ano com a inflação, em Belo Horizonte, próxima a 10%, caso o ritmo registrado em julho se mantenha. Precisamos avaliar a situação ao longo dos próximos meses. A retomada das atividades é boa, mas pode aumentar a inflação”.

Cesta básica

Julho também foi marcado pelo aumento dos custos com a cesta básica em Belo Horizonte. De acordo com o levantamento do Ipead, após queda no mês anterior, o custo da cesta básica apresentou alta em julho de 2,66%. O reajuste elevou para R$ 568,27 o valor da cesta.

A pesquisa do Ipead mostrou que os principais responsáveis pela alta foram o tomate Santa Cruz (26,13%), a chã de dentro (2,43%) e o leite pasteurizado (8,15%). 

O gerente de pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, explica que os produtos que apresentaram maior alta estão em períodos de baixa produção, o que eleva os preços.

“Em julho, foi registrada a maior alta nominal para a cesta básica, 2,66%, no ano. Os produtos alimentícios vêm apresentando grande volatilidade nos preços e, isso, acaba impactando na cesta básica”.

Com o resultado mensal, a cesta básica apresentou uma alta expressiva de 23,06% nos últimos 12 meses. Neste intervalo, as maiores altas foram registradas nos preços do arroz, 35,25%, óleo de soja, 83,14%, açúcar cristal, 43,27%, café moído, 25,98%, tomate Santa Cruz, 60,07%, e chã de dentro, 40,11%. 

Copom deve anunciar nova alta na Selic

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começou ontem a quinta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, e deve repetir os aumentos promovidos nos últimos três encontros. Hoje, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Com a alta da inflação nos últimos meses, a previsão das instituições financeiras é de que a Selic deve subir de 4,25% ao ano para 5,25% ao ano. A expectativa de alta está no boletim Focus, pesquisa divulgada toda semana pelo BC. Para o final de 2021, o mercado prevê que a taxa fique em 7% ao ano.

Os membros do Copom, por sua vez, sinalizaram na ata da última reunião que devem manter a elevação da Selic no mesmo patamar de 0,75 ponto percentual.

Dessa forma, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até chegar ao menor nível da história em agosto de 2020, em 2% ao ano. Começou a subir novamente em março deste ano, quando avançou para 2,75% ao ano e, no início de maio, foi elevada para 3,5% ao ano. Em junho, subiu para 4,25% ao ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela também é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem conter a atividade econômica. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Seguindo orientação da área de gestão de pessoas do BC, na semana passada, todos os membros do Copom foram testados para Covid-19. O diretor Bruno Serra testou positivo e, portanto, não participará das sessões presenciais. “O diretor segue assintomático e desempenhando normalmente suas funções de maneira remota”, informou o BC.

Expectativas – Para 2021, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia o ano em 5,82% no cenário-base, com Selic em 6,25% ao ano e câmbio partindo de R$ 5,05.

Já a projeção do mercado é de uma inflação ainda maior, fechando o ano em 6,79%, de acordo com o último boletim Focus. É a 17ª alta consecutiva da previsão das instituições financeiras.

Em junho, a inflação desacelerou para 0,53%, depois de chegar a 0,83% em maio. Ainda assim, com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,77% no ano, e 8,35% nos últimos 12 meses.

Os dados de julho devem ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima semana, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou inflação de 0,72% no mês passado, a maior variação do IPCA-15 para um mês de julho desde 2004 (0,93%). (ABr)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!