Investimentos em saneamento em Minas custariam R$ 50 bi

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Investimentos em saneamento em Minas custariam R$ 50 bi
Atualmente, a cobertura de serviço de água no Estado está na casa dos 82% e a de esgoto em cerca de 72% | Crédito: Divulgação

O novo marco regulatório do saneamento básico, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro há cerca de um mês, promete impulsionar os investimentos privados no setor.

A estimativa é que cerca de R$ 50 bilhões tenham que ser aportados em Minas Gerais, de um total de mais de R$ 750 bilhões em todo o País, no processo de promover a universalização dos serviços de distribuição de água e de tratamento de esgoto, até 2033.

Os números constam de um estudo realizado pela KPMG com a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon). Segundo o sócio-líder do Setor de Governo da KPMG no Brasil e na América do Sul, Maurício Endo, na estimativa são considerados os aportes necessários em novos investimentos para expansão da infraestrutura de saneamento.

No caso de Minas Gerais seriam cerca de R$ 14 bilhões em água e aproximadamente R$ 33 bilhões em esgoto. “Os recursos consideram a expansão da cobertura dos serviços, bem como o valor de reinvestimento para reposição de depreciação. Sempre até 2033”, explicou o sócio-líder da KPMG.

De acordo com Endo, o levantamento considerou a atual situação da infraestrutura de saneamento básico de cada região para chegar aos montantes previstos. Neste ponto, ele ressaltou que a situação de Minas é menos alarmante que a do Brasil. Isso porque, hoje, a cobertura de serviço de água no País é de 84% e de esgoto, 52%. No Estado, os números são de 82% e 72%, respectivamente.

“O grande desafio de Minas Gerais é elevar esses 82% para 99% e os 72% para 90%, conforme prevê a nova regulação do setor”, ressaltou Endo.

Plano de Zema – O subsecretário de Estado de Gestão Ambiental e Saneamento, Rodrigo Franco, destacou que o Executivo mineiro vem trabalhando na pauta desde o início da gestão de Romeu Zema (Novo). De acordo com ele, na última semana, foi lançada a primeira etapa do Plano Estadual de Saneamento Básico (Pesb), que vai nortear as políticas e programas no Estado. A expectativa é que seja concluído no segundo semestre de 2021.

O Plano de Saneamento Básico está previsto na Lei Federal 11.445/2007. Em Minas Gerais o Plano foi instituído pela Lei 11.720/1994, publicada em 29 de dezembro. No entanto, 25 anos após a publicação da lei, o Estado ainda não conta com seu plano de saneamento.

“Depois de tantos anos, o projeto enfim, começa a sair do papel. E já considerando também as premissas do marco regulatório, trazendo novas perspectivas para o setor. Para se ter uma ideia, a cada R$ 1 investido em saneamento, são economizados R$ 4 em saúde pública. Daí a importância para a população e para o desenvolvimento. Nosso papel é participar das articulações e oferecer apoio técnico”, explicou.

Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG) e do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Emir Cadar Filho, classificou o marco do saneamento como um grande avanço para o País. Segundo ele, por uma série de questões, a regulamentação trará novas oportunidades e melhorias para a infraestrutura nacional.

“Quem ganha ainda mais é o cidadão, diante de um mercado mais competitivo, com preços mais baixos e melhores condições”, resumiu.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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