Jaguar Mining avança com expansão de US$ 40 milhões em Onça de Pitangui
A cidade de Onça de Pitangui, na região Central de Minas Gerais deve concentrar o principal vetor de crescimento da Jaguar Mining nos próximos anos. A companhia avança com o projeto avaliado em US$ 40 milhões (R$ 205,5 milhões), que deve entrar em plena operação entre 2029 e 2031.
A informação foi confirmada pelo CEO da Jaguar Mining, Luis Albano Tondo. Segundo ele, a empresa está na fase final do licenciamento ambiental para obtenção da Licença de Instalação (LI) e prevê iniciar a construção da mina no próximo ano.
Em plena capacidade, a mina do Projeto Onças de Pitangui adicionará 42 mil onças de ouro à produção anual da empresa. “Quando operar na capacidade planejada, o projeto deverá responder por cerca de um terço da produção da Jaguar Mining, além de abrir espaço para futuras ampliações, à medida que novos recursos minerais forem convertidos em reservas”, destaca o executivo.
Durante encontro com autoridades municipais e representantes da comunidade, o empresário afirmou que o desenvolvimento do projeto será conduzido a partir do diálogo, da colaboração e da geração de benefícios compartilhados para a população local. Segundo Tondo, o crescimento da empresa depende da manutenção de uma relação de longo prazo com as comunidades que recebem as operações da Jaguar Mining.
“Sabemos que a mineração gera impactos e temos a responsabilidade de mitigá-los. Nosso compromisso é desenvolver o projeto ouvindo a comunidade, compreendendo necessidades e ajudando por meio da criação de empregos, renda e investimentos que deixem benefícios permanentes para a região”, ressalta.
Plano de expansão prevê até US$ 190 milhões em investimentos
O aporte da Jaguar Mining em Onça de Pitangui faz parte um plano de expansão da companhia para se transformar em uma produtora de ouro de médio porte. No total, a empresa projeta investir entre US$ 170 milhões e US$ 190 milhões em Minas Gerais até 2030.
A companhia detém atualmente cerca de 46 mil hectares de direitos minerários no Quadrilátero Ferrífero, com expectativa de chegar a 20 mil metros de sondagem em cinco anos. Atualmente, a Jaguar opera o Complexo MTL, que reúne a Mina Turmalina e sua planta de processamento, e o Complexo Caeté, formado pelas minas Pilar e Roça Grande, além da planta de beneficiamento de Caeté.
A empresa também mantém o Complexo Paciência em regime de preservação e manutenção, um conjunto de ativos com capacidade instalada que poderá sustentar futuras oportunidades de expansão.
No primeiro trimestre de 2026, a Jaguar Mining registrou receita de US$ 44,6 milhões, um incremento de 63,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço, divulgado pela própria companhia, aponta que a produtora de ouro apurou lucro líquido de US$ 4,7 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 1,6 milhão registrado nos três primeiros meses do ano passado.
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