Liasa implanta o “silício verde” em Pirapora

Empresa conta com primeira planta eletrointensiva totalmente abastecida com energia solar e com redutor 100% reciclável
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Liasa implanta o “silício verde” em Pirapora
Marco de sustentabilidade é resultado de investimentos de R$ 360 milhões que estão sendo concluídos neste exercício | Crédito: Marcelo Coelho

Com 55 anos de história, a Liasa, indústria produtora de silício metálico, com sede em Pirapora (Norte de Minas), segue em pleno processo de modernização e de expansão do parque fabril, agregando o conceito de “silício verde” em suas operações. A concepção envolve diversos parâmetros, entre eles, o fato de ser a primeira planta eletrointensiva totalmente abastecida com energia solar e com o redutor 100% reciclável.

A conquista do marco de sustentabilidade é resultado de investimentos de R$ 360 milhões que estão sendo concluídos neste exercício. Além do aumento de 15% na capacidade produtiva, atualmente em 72 mil toneladas/ano, os aportes incluem ações para garantir práticas com foco nos pilares ESG (Ambiental, Social e Governança), em especial o cuidado com o meio ambiente.

“Este é um ano muito especial. Comemoramos 55 anos de fundação e inauguramos o conceito de silício verde, um esforço que surge no momento em que o mundo está voltado para questões como a pegada de carbono e os cuidados com o meio ambiente. Foi possível alcançar o patamar graças à utilização da energia solar, ao redutor 100% reciclável – que seria o birredutor (carvão vegetal) -, à instalação dos filtros de despoeiramento e à modernização dos fornos”, detalha o presidente da Liasa, Fernando Patrus.

Segundo ele, os esforços representam ainda aumento de produtividade, redução de consumo de insumos e implementação de nova tecnologia com know-how próprio da Liasa. Aliado ao aumento do plantio de árvores e de áreas próprias de florestas e do uso da energia solar em larga escala, isso contribuirá para que a empresa atinja níveis de carbono negativos.

“Estamos nos habilitando para atender aos pilares do ESG. Esses movimentos e estruturas vão fazer com que a Liasa continue crescendo nos próximos anos e seja cada vez mais competitiva e sustentável diante do mercado mundial”, diz.

Produção de silício metálico

Do total produzido pela companhia, 85% vão para o mercado externo, principalmente Europa, Ásia, América do Norte e Oriente Médio. Os 15% que ficam no Brasil se destinam com destaque para Minas Gerais e São Paulo. Conforme o executivo, no ano passado a empresa exportou R$ 880 milhões – volume que deverá ser ainda maior em 2022.

Como resultado, a empresa apurou receita líquida de R$ 1,252 bilhão em 2021 e lucro líquido de R$ 210 milhões. O Ebitda (lucro sem descontar impostos, juros e amortizações) chegou a 27%.

A Liasa é uma indústria produtora de silício metálico e gera cerca de 1,5 mil empregos diretos e indiretos em Pirapora. Com os aportes previstos, este número deverá saltar para 1,75 mil. A empresa foi a primeira fábrica a produzir silício metálico na América Latina e a primeira do mundo a desenvolver a tecnologia para a utilização do carvão vegetal como redutor para o processo metalúrgico.

Atualmente, é uma das principais empresas do setor, com uma produção de, aproximadamente, 72 mil toneladas ao ano, e representa 7,16% da produção mundial. A expectativa é que atinja 8,23% em 2023. Além disso, representa 33,6% da produção nacional de quatro players. ”O silício é um metal usado em diversas aplicações. A mais conhecida delas é a placa solar para geração de energia. Outra aplicação relevante é nas indústrias de alumínio e de silicone”, detalha o presidente.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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