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Locadoras de veículos enfrentam dificuldades para ampliar frota

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O mercado de locação de veículos está mais aquecido com a terceirização de frotas | CRÉDITO: DIVULGAÇÃO
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O setor de locação de automóveis, em Minas Gerais, segue aquecido. As facilidades que a locação proporciona para as pessoas físicas, jurídicas e também para a terceirização de frotas – seja para empresas públicas ou privadas – têm contribuído para o desempenho positivo. Porém, a falta de componentes e materiais para as montadoras de automóveis está limitando o crescimento do setor de locação, que enfrenta morosidade na entrega dos carros para ampliar e renovar a frota.

Para continuar atendendo à demanda, as empresas do setor de locação têm postergado a venda dos veículos e trabalhado com automóveis com maior quilometragem. Mesmo diante do gargalo, o setor está otimista em relação ao desempenho em 2021 e nos próximos anos. 

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De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Empresas Locadoras de Automóveis do Estado de Minas Gerais (Sindloc-MG), Leonardo Soares, a pandemia de Covid-19, no primeiro momento, foi prejudicial para o setor, já que uma parte significativa das locações era voltada para motoristas de aplicativos, locações diárias e turismo.

Porém, logo após os primeiros meses, a demanda pela locação voltou a crescer. Além da retomada de grande parte das atividades econômicas, o carro por assinatura passou a ser mais demandado e é, agora, uma aposta para o futuro do setor. 

“Outro fator que impulsionou a demanda do nosso setor é que muitas empresas, diante de uma crise, se desfazem de bens para capitalizar. Isso acontece muito com as frotas. Quando elas se reorganizam, acabam optando pela locação. Com todos estes fatores, nosso setor está em crescimento”, explicou.

Ainda segundo Soares, mesmo sem divulgar índice, o crescimento do setor de locação de automóveis vem sendo limitado pela falta de veículos zero quilômetro no mercado. Isso porque as montadoras enfrentam dificuldades no abastecimento de componentes eletrônicos, peças e materiais, o que tem atrasado as entregas para o setor de locação.

“A demanda do setor é alta, mas enfrentamos o problema da falta de carros. As montadoras, desde 2020, tiveram diversas paradas e ainda não voltaram a trabalhar em plena carga, principalmente, pela falta de componentes eletrônicos e outros materiais, como pneus. Por isso, não estão entregando conforme precisamos”. 

Soares explica ainda que a falta de carros zero para recompor e ampliar a frota das locadoras também tem impactado nas vendas dos veículos seminovos. As locadoras têm segurado por mais tempo os automóveis, garantindo o atendimento aos clientes. 

“O preços de revenda dos automóveis seminovos da locação subiram cerca de 25% neste período, o maior aumento já visto. Mas as empresas não estão aproveitando esta oportunidade e estão segurando os veículos para atender a demanda, que está alta. Em alguns modelos, o prazo de entrega de um veículo novo chega a 250 dias, por isso, muitos empresários estão optando por ficar mais tempo com os carros”.

Com este posicionamento, as empresas do setor de locação estão trabalhando com custos maiores, uma vez que as manutenções dos veículos passaram a fazer parte da rotina. “Neste cenário, a gestão das empresas e o planejamento se tornaram essenciais para os bons resultados dos negócios. Nós, do Sindloc-MG, estamos apoiando os empresários, oferecendo cursos e orientações”.

Expectativas são positivas

Mesmo com as dificuldades, o setor já opera com resultados melhores que os registrados antes da pandemia e as expectativas tanto para o restante do ano, como para 2022 são positivas.

O avanço da vacinação contra o Covid-19 e a retomada da maior parte das atividades econômicas, como o Turismo, por exemplo, irão contribuir para o crescimento. Além disso, o carro por assinatura tem apresentado grande demanda e é uma tendência para os próximos anos.   

“Hoje, o setor está mais aquecido que o período pré-pandemia. A demanda é bem maior. Se as locadoras conseguissem comprar mais carros novos, o crescimento seria bem maior, acredito que até 15% maior que o antes da pandemia”, disse Soares. 

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