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Petrobras eleva investimento para US$ 68 bi em 5 anos; revisa produção de 2022

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Logo da Petrobras em sede no Rio de Janeiro
Crédito: REUTERS/Sergio Moraes

São Paulo/Rio de JaneiroA Petrobras prevê investir US$ 68 bilhões entre 2022 e 2026, um aumento expressivo em relação ao plano de negócios plurianual anterior, à medida que reforça aportes para ampliar a produção de petróleo no pré-sal, segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira (24).

No plano anterior, anunciado no ano passado, a Petrobras havia projetado US$ 55 bilhões entre 2021 e 2025, realizando naquela oportunidade uma redução de 27% na estimativa de aportes plurianuais para preservar caixa diante da pandemia de Covid-19.

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A pandemia, contudo, impactou os planos de produção de petróleo da Petrobras para 2022, e a empresa revisou a projeção para o ano que vem a 2,1 milhões de barris de óleo por dia em média — considerando uma variação de 4% para mais ou para menos. Os desinvestimentos também afetaram a projeção.

No plano anterior, a Petrobras havia previsto produção média de 2,3 milhões de barris de petróleo por dia entre 2022 e 2025, com os números sendo afetados por desinvestimentos em campos de petróleo e gás naquela oportunidade.

Nos próximos anos, entretanto, a expectativa é de um aumento na produção de petróleo, à medida que os investimentos feitos no pré-sal apresentam resultados.

Para 2023, a previsão é de produção de petróleo de 2,2 milhões de barris por dia, volume que sobe para 2,4 milhões em 2024, 2,5 milhões em 2025 e 2,6 milhões de barris por dia em média em 2026.

“A curva de produção considera a entrada de 15 projetos com novas plataformas no período 2022-2026, sendo 9 afretadas e 6 próprias”, disse a petroleira, que projeta produção total de 3,2 milhões de barris e equivalente (incluindo gás) em 2026, versus 2,7 milhões de boed em 2022.

A companhia informou que, dos investimentos totais previstos no horizonte do plano, 84% vão ser alocados na exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P), um montante de US$ 57 bilhões, versus 46,5 bilhões no plano anterior.

E do capex total do E&P em 2022-2026 cerca de 67% serão destinados para os ativos do pré-sal, com reservas de classe mundial com alta produtividade que têm sido o foco da Petrobras nos últimos anos.

O montante dos investimentos e o foco no pré-sal ficaram em linha com reportagem da Reuters, que a semana passada havia apontado um aumento dos aportes, para um intervalo entre US$ 60 bilhões e 70 bilhões.

A produção do pré-sal representará 79% do total da companhia no final do quinquênio.

“Em linha com o foco estratégico da companhia, as atividades de E&P estão concentradas em águas profundas e ultraprofundas no Brasil, representando 92% da sua produção total em 2022, com perspectiva de chegar a 100% em 2026.”

Os investimentos totais da companhia no próximo ano foram estimados em US$ 11 bilhões, que subirão para 15 bilhões em 2023, 2024 e 2025, antes de caírem para US$ 12 bilhões em 2026.

Desinvestimentos

A empresa também projeta desinvestimentos relevantes no período do plano — de US$ 15 bilhões a 25 bilhões — “o que contribuirá para melhorar a eficiência operacional, o retorno sobre o capital e a geração de caixa necessária para manter a dívida em patamar adequado”. Parte das refinarias da companhia deverá ser vendida.

A empresa disse que a métrica de dívida bruta presente no último plano estratégico foi excluída, devido ao atingimento antecipado do objetivo de US$ 60 bilhões no último trimestre.

“No entanto, visando manter os incentivos para uma boa gestão da alavancagem, será considerada como gatilho da métrica… a manutenção da dívida bruta abaixo de US$ 65 bilhões”, disse a companhia.

Descarbonização

A empresa destacou que capex 2022-26 inclui montante US$ 1,8 bilhão em projetos relacionados a iniciativas de descarbonização das operações, com destaque para separação de CO2, sistemas de detecção de metano, comissionamento do “flare” fechado, entre outros, que incluem redução de carbono nas refinarias.

A Petrobras disse que seguirá fortalecendo suas iniciativas relacionadas aos aspectos ambiental, social e de governança (ESG), “com o firme compromisso de acelerar a sua descarbonização”.

Em linha com essa ambição, a companhia anunciou programa que será suportado por um fundo dedicado de descarbonização, com orçamento inicial de US$ 250 milhões.

Além disso, a empresa disse que analisa possíveis novos negócios que possam reduzir a exposição e a dependência das fontes fósseis e, ao mesmo tempo, sejam rentáveis, garantindo a sustentabilidade da companhia no longo prazo.

“Nesse sentido, está sendo criada uma governança de aprovação para entrada em novos negócios focados em diversificar o portfólio da Petrobras, priorizando negócios relacionados ao segmento de energia ou de novos produtos que não estejam previstos no atual plano estratégico.”

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