Demanda por combustíveis sobe 3,44% no Estado
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Rio – A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina em suas refinarias em 8% a partir de hoje, levando o valor cobrado pela estatal das distribuidoras de combustíveis para menos de R$ 1 real, apontaram informações da petroleira estatal e cálculos da Reuters.

No acumulado do ano, a Petrobras já reduziu em cerca de 50% o valor médio da gasolina nas refinarias, para cerca de R$ 0,99 por litro, diante de um tombo do petróleo e de seus derivados no mercado internacional em meio a medidas contra o coronavírus.

Enquanto isso, o preço médio da gasolina cobrado nos postos de combustíveis do Brasil recuaram apenas 9% em 2020 até a semana passada, para R$ 4,149 por litro, segundo pesquisa de preços realizada pela agência reguladora ANP.

O diesel da estatal, por sua vez, terá seu valor reduzido pela Petrobras em 6% nas refinarias a partir desta quarta-feira, acumulando um recuo de cerca de 35% no ano, segundo cálculos da Reuters. Já nas bombas, o recuo no ano atingiu apenas 12%.

Vale lembrar que o repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

No entanto, sindicatos de revendedores têm acusado distribuidoras de represar os cortes praticados pela Petrobras.

Uma maior dificuldade para postos e distribuidoras se desfazerem de estoques acumulados com preços mais altos, em meio à redução do consumo, também ajuda a entender a situação.

Retração – A decisão da Petrobras por novos cortes ocorre após uma queda neste ano de cerca de 55% do preço do petróleo Brent, referência internacional, devido a uma contração da demanda internacional por energia, diante de medidas de combate à pandemia de Covid-19.

Acordo recente entre grandes países produtores para um corte histórico de oferta ainda é visto como insuficiente para eliminar preocupações relacionadas à destruição de demanda causada pela pandemia.

“A gente teve o fechamento do acordo da Opep na quinta-feira (9) e o preço do mercado não reagiu mais, então acho que ela (Petrobras) achou que era a hora de reduzir… ela viu que a retomada (dos preços) não seria tão rápida”, disse o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva.

Os cortes de preços da petroleira estatal refletem a política que segue o princípio da paridade de importação, que leva em conta preços no mercado internacional mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio. No entanto, a empresa tem evitado repassar volatilidade ao mercado interno. (Reuters)