Economia

Porto do Açu vira canal de exportações mineiras

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Porto do Açu vira canal de exportações mineiras
Os primeiros embarques de ferro-gusa e beach iron produzidos em Minas Gerais foram realizados no Porto do Açu em 2019 - Crédito: Divulgação

Desde que teve as operações iniciadas em 2016, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, movimentou pouco mais de 2 milhões de toneladas. Deste total, 65% ou o equivalente a algo em torno de 1,3 milhão de toneladas teve como destino ou origem o estado de Minas Gerais. Carvão mineral e coque de petróleo estão entre os principais produtos transportados via Terminal Multicargas (T-Mult) para as empresas mineiras.

De acordo com o diretor de Terminais e Logística do Porto do Açu, João Braz, cada vez mais este, que é o primeiro porto privado do Brasil, tem se consolidado como a principal solução portuária para as indústrias do Estado.

Além dos produtos movimentados no terminal, que incluem ainda insumos para as indústrias siderúrgica e cimenteira, o complexo responde também pelo escoamento do Projeto Minas-Rio, pelo terminal de minério de ferro que é operado pela Ferroport, joint venture entre a Anglo American (50%) e a Prumo Logística (50%).

“Com as soluções integradas que oferecemos e outros diferenciais em termos de custos e operações, temos todas as condições para nos firmarmos como referência para as exportações e importações de Minas Gerais”, afirmou.

E isso tem ocorrido nos mais diversos setores. Em 2019 foram feitos os primeiros embarques de ferro-gusa e beach iron a partir do Estado, por exemplo. Em outubro, dois carregamentos, totalizando 55 mil toneladas de ferro-gusa, tiveram como origem a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e destino a China.

Segundo o gerente Comercial da Porto do Açu Operações, Filipe Segantine, a entrada do Açu na rota de exportação de ferro-gusa é muito positiva para a cadeia logística no Sudeste, pois aumenta o equilíbrio da matriz de cargas de importação e exportação, otimiza o fluxo logístico e permite redução de custos para os clientes. Para 2020, a expectativa é de manter o fluxo e, quem sabe, dobrar os volumes embarcados, revelou o gerente.

Já o primeiro carregamento de beach iron ocorreu em dezembro. O navio MV Nordseine foi carregado com 20 mil toneladas da carga inédita, que teve como origem o município de Ouro Branco (região Central) e como destino a Espanha. Outras 30 mil toneladas, que estão estocadas no pátio do T-Mult, serão exportadas em mais dois carregamentos distintos.

“Como iniciativa privada, nós conseguimos atender às especificidades de cada cliente, oferecendo não só um serviço eficiente e de qualidade, mas planejado de acordo com a demanda”, completou Segantine.

Com esta movimentação, o T-Mult já apresenta um crescimento de 20% se comparado à 2018 em volume de cargas movimentadas. Em relação ao número de embarcações recebidas, o terminal duplicou o total registrado ao longo de 2018, alcançando 42 embarcações.

Expectativas – Para 2020, as expectativas são positivas e há projetos para utilização do terminal por novos segmentos industriais mineiros. São eles: mineração e indústria da transformação como um todo.

“Faremos embarques de minério de ferro para clientes com cargas menores e também focaremos em cargas de projeto, já que com a retomada da economia e as perspectivas de investimentos, muitas empresas importarão máquinas e equipamentos que poderão chegar por meio do complexo”, ressaltou o diretor de Terminais e Logística do Porto do Açu, João Braz.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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