Preço do gás de cozinha sobe em BH; diferença entre estabelecimentos chega a R$ 44
O preço do gás de cozinha subiu em Belo Horizonte e na Região Metropolitana na comparação com o mês passado. Levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro aponta alta de 1,07% no preço médio do botijão de 13 kg entregue no mesmo bairro do estabelecimento, que chegou a R$ 130,01. Segundo a pesquisa, o reajuste anual relacionado aos custos das distribuidoras está entre os fatores que podem explicar o aumento.
Apesar do avanço no preço médio, a pesquisa mostra que buscar diferentes estabelecimentos pode gerar economia. O botijão de 13 kg com entrega foi encontrado por valores entre R$ 115 e R$ 159, uma diferença de R$ 44, ou 38,26%, entre o menor e o maior preço pesquisado.
O levantamento, realizado entre terça (8) e quinta-feira (10), mostra que o preço médio do botijão de 13 kg com entrega passou de R$ 128,63 para R$ 130,01, alta de 1,07%. Já o produto retirado na portaria passou de R$ 113,95, em agosto, para R$ 114,75 neste mês, avanço de 0,7%.
No caso do cilindro de 45Kg entregue, foi observado uma alta de 0,39% no período analisado, de R$ 480,59 para R$ 482,46. O preço do mesmo item vendido na portaria subiu de R$ 452,79 para R$ 453,67, o que representa um acréscimo de 0,19%. Já o botijão vazio de 13 kg teve alta de 0,11%, de R$ 202,27 para R$ 202,50.
Um dos fatores que podem ajudar a explicar o movimento de alta é o reajuste anual relacionado aos aumentos salariais dos funcionários das engarrafadoras e distribuidoras de gás, tradicionalmente realizado em setembro. Esses custos podem ser incorporados pela cadeia de distribuição e chegar às revendas e ao consumidor. Segundo as informações levantadas pelo Mercado Mineiro, o reajuste foi anunciado em 1º de setembro.
O Mercado Mineiro ressalta, no entanto, que a alta encontrada nas revendas não pode ser atribuída exclusivamente a esse reajuste. O preço final também é influenciado por custos operacionais, logística, entrega, margem comercial e nível de concorrência em cada região.
O coordenador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, avalia que o aumento pode pesar tanto no bolso do consumidor quanto nos custos de restaurantes e lanchonetes. “Por isso que nós temos que ficar muito atentos ao gás de cozinha. É importante também fazer muita pesquisa de preço”, acrescenta.
Preço do gás por região

A pesquisa mostra ainda que a região onde o consumidor mora influencia o preço pago pelo gás de cozinha. Nessa comparação, foram considerados exclusivamente os valores do botijão de 13 kg com entrega. A diferença entre as médias das regiões analisadas chegou a 11,17%.
Para uma família que compra um botijão por mês, a diferença entre os preços médios regionais pode representar cerca de R$ 160,80 ao longo de um ano.
A Região Oeste da Capital registrou o maior preço médio, de R$ 133,40, enquanto Venda Nova apresentou o menor, de R$ 120. Além das regiões de Belo Horizonte, o levantamento analisou preços em três municípios da Grande BH: Sabará (R$ 130), Contagem (R$ 124,15) e Ribeirão das Neves (R$ 123,50).
Maiores preços médios do botijão de 13 kg com entrega
- Região Oeste (R$ 133,40);
- Região Centro-Sul (R$ 133,33);
- Região Noroeste (R$ 131,36);
- Região Nordeste (R$ 131,21);
- Região Pampulha (R$ 131,00);
- Região Barreiro (R$ 130,50);
- Sabará (R$ 130,00);
- Região Norte (R$ 128,00);
- Região Leste (R$ 127,82);
- Contagem (R$ 124,15);
- Ribeirão das Neves (R$ 123,50);
- Venda Nova (R$ 120,00).
Diferença de preços
Além da diferença entre as regiões, o levantamento mostra uma dispersão ainda maior nos preços praticados pelos estabelecimentos. No caso do botijão de 13 kg retirado na portaria, os valores ficaram entre R$ 99,99 e R$ 145, uma diferença de 45,01%.
O cilindro de 45 kg retirado na portaria registrou a maior diferença entre os estabelecimentos pesquisados, com preços entre R$ 400 e R$ 680, uma distância de 70%. No caso do produto entregue, os valores ficaram entre R$ 420 e R$ 680, diferença de 61,9%. Já o botijão vazio de 13 kg foi encontrado por preços entre R$ 190 e R$ 230, uma diferença de 21,05%.
Ouça a rádio de Minas