Economia

Preço do seguro de carro varia até 84% entre regiões de Belo Horizonte

Zona Norte registrou a maior taxa de seguro auto da capital mineira em abril, enquanto o Centro teve o menor índice; diferença também aparece no seguro de motos entre as regiões da cidade
Preço do seguro de carro varia até 84% entre regiões de Belo Horizonte
Crédito: Giamaolo / stock.adobe.com

O preço do seguro de carro em Belo Horizonte apresentou diferença de até 84% entre regiões da cidade em abril, segundo levantamento da TEx, empresa da Serasa Experian especializada no mercado segurador. A região Norte da capital mineira registrou a maior taxa, de 4,6%, enquanto o Centro teve o menor índice, de 2,5%.

No seguro de motos, a maior taxa foi registrada na zona Leste, com 9,6%, enquanto a menor ficou na zona Sul, com 7,4%. Na prática, os percentuais representam o peso do seguro sobre o valor do veículo. Isso significa que, em um veículo avaliado em R$ 50 mil, uma taxa de 4% corresponde a um seguro de R$ 2 mil.

Os dados fazem parte do Índice de Preços do Seguro de Automóvel (IPSA) e do Índice de Preços do Seguro de Moto (IPSM), que acompanham o comportamento das cotações em nove regiões metropolitanas brasileiras.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o índice médio ficou em 4,3% para automóveis e 8,3% para motos.

Dados IPSM E IPSA
Foto: Tex Tecnologia

O head de Seguros da Serasa Consumidor, Emir Zanatto, afirma que as diferenças regionais refletem fatores ligados à circulação de veículos e ao perfil de risco de cada área da cidade. “Mesmo em cidades com índices médios mais baixos, as diferenças entre bairros e zonas continuam impactando diretamente o preço do seguro”, afirma

No comparativo nacional, o Rio de Janeiro registrou os maiores índices, com taxas de 6,1% no seguro de automóveis e 12% no de motos. São Paulo aparece na sequência, com 4,6% e 11,6%, respectivamente. Recife teve índices próximos aos de Belo Horizonte, com 4% no seguro auto e 8,7% no de motos.

O levantamento também apontou avanço dos veículos eletrificados nas cotações de seguro. Em abril, os modelos híbridos representaram 7,1% do volume analisado, enquanto os elétricos chegaram a 9%. Entre os veículos com até dois anos de uso, os híbridos registraram a menor taxa proporcional de seguro, de 2,5%, abaixo dos elétricos, que ficaram em 3,7%.

Segundo a TEx, o índice nacional fechou abril em 4,5% no seguro de automóveis e 8,7% no de motos, mantendo o movimento de estabilidade observado desde o segundo semestre de 2025.

Os dados foram filtrados e extraidos a partir de cotações realizadas no software de multicálculo, Teleport. Além disso, a pesquisa concentrou o foco em alguns centros urbanos do Brasil e contemplou dados de nove capitais brasileiras e suas regiões metropolitanas. São elas:

  • Belo Horizonte;
  • Belém;
  • Curitiba;
  • Fortaleza;
  • Porto Alegre;
  • Recife;
  • Rio de Janeiro;
  • São Paulo.
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