Economia

Preços em bares de BH sobem até 60% desde a última Copa do Mundo

Pesquisa do Mercado Mineiro mostra avanço expressivo nos preços de cervejas, drinks e porções desde 2022
Preços em bares de BH sobem até 60% desde a última Copa do Mundo
Foto: Marcus Vinícius | Acervo Bares com Alma

O preço médio praticado pelos bares de Belo Horizonte e região metropolitana teve crescimento de até 60% na comparação com os valores registrados em dezembro de 2022, durante a última edição da Copa do Mundo. Já em relação a maio do ano passado, a variação foi de até 10%, conforme pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro e pelo aplicativo comOferta.

O estudo mostra que, em relação à última Copa, o consumidor passou a gastar significativamente mais nos bares. Os resultados evidenciam o impacto acumulado da inflação e do reajuste dos custos no setor de alimentação fora do lar. Vale lembrar que a inflação acumulada no Brasil, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), entre dezembro de 2022 e abril deste ano, foi de 18,06%.

Nessa comparação, as cervejas tradicionais registraram os aumentos mais relevantes. O resultado mais elevado foi observado na cerveja premium Stella Artois, versão long neck de 275 ml, com variação positiva de 59,95%, passando de R$ 7,91 para R$ 12,65 no período analisado. Em seguida aparece a Budweiser long neck, que subiu de R$ 8,67 para R$ 11,38, alta de 31,26%. Os demais destaques são:

  • Antarctica Original 600ml: de R$ 12,45 para R$ 15,80, alta de 26,91%;
  • Brahma 600ml: de R$ 10,27 para R$ 12,95, alta de 26,1%;
  • Serramalte: de R$ 12,54 para R$ 15,55, alta de 24%.

No caso do chopp de 300 ml, o valor médio praticado pelos estabelecimentos da Grande BH subiu de R$ 8,58, no fim de 2022, para R$ 10,54, o que representa um acréscimo de 27,51%. A caipirinha (de R$ 14,53 para R$ 19,56) e a caipivodka (de R$ 17,01 para R$ 22,93) apresentaram altas de 34,62% e 34,8%, respectivamente.

Já o suco de laranja aumentou 43,17%, passando de R$ 6,95 para R$ 9,95, enquanto o refrigerante em lata subiu de R$ 5,72 para R$ 7,46, alta de 30,42% no período. Entre as porções, o grande destaque foi a mandioca frita, com crescimento de 47,31%, passando de R$ 22,64 para R$ 33,35. Em seguida aparecem:

  • Porção de picanha: de R$ 101,99 para R$ 138,45, alta de 35,75%;
  • Porção de batata frita: de R$ 25,09 para R$ 34,06, alta de 35,75%.

Variação em 12 meses e diferença de preços nos bares

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Foto: Reprodução Adobe Stock

O levantamento também aponta a variação de preços em relação a maio de 2025. Assim como no caso anterior, a long neck da Stella Artois foi o principal destaque entre as cervejas, passando de R$ 11,58 para R$ 12,65, alta de 9,25%. Esse desempenho ficou bem acima do registrado pela Heineken de 330 ml (de R$ 12,44 para R$ 13,21), que subiu 6,23% no período analisado.

No entanto, o produto com a maior variação anual foi a porção de picanha, com crescimento de 10,35%, passando de R$ 125,47, em maio do ano passado, para R$ 138,45 neste mês. Logo em seguida aparece a porção de contrafilé, que subiu de R$ 88,45 para R$ 96,49, alta de 9,09%.

A pesquisa contou com a participação de 73 bares da região e identificou variações iguais ou superiores a 100% em 13 produtos na comparação entre o menor e o maior preço cobrado pelos estabelecimentos. Essas diferenças se justificam em função da localização, da infraestrutura e da tradição de cada bar.

A porção de mandioca frita registrou a maior diferença, com preços entre R$ 18,90 e R$ 79, o que representa uma variação de 317,99%, seguida pela porção de contrafilé, com diferença de 300,8%, variando de R$ 49,90 a R$ 200. No caso das cervejas, a Bohemia de 600 ml teve a maior variação, podendo ser encontrada entre R$ 8 e R$ 20,90, diferença de 161,25%. Os demais destaques são:

  • Porção de lombo: de R$ 31,90 a R$ 119, diferença de 273,04%;
  • Suco de laranja: de R$ 6 a R$ 20, diferença de R$ 233,33%;
  • Porção de picanha: de R$ 93,50 a R$ 290, diferença de 210,16%;
  • Porção de batata frita: de R$ 18 a R$ 54,90, diferença de 205%.

O coordenador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, destaca que o período de Copa do Mundo é uma espécie de “segundo Carnaval” para o setor de bares da capital mineira. Ele aconselha os consumidores a ficarem atentos aos preços praticados pelos estabelecimentos para evitar problemas no momento do pagamento. “Por isso é importante fazer um planejamento”, afirma.

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