Economia

Novo presidente eleito da Fiemg defende indústria forte, redução da burocracia e ampliação de mercados

Guilherme Abrantes assume em 2027 com foco em competitividade, inovação e educação profissional para o setor em Minas Gerais
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Novo presidente eleito da Fiemg defende indústria forte, redução da burocracia e ampliação de mercados
Foto: Divulgação Fiemg

Eleito para presidir a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) no mandato 2027-2030, o empresário Guilherme Abrantes afirmou, em sua primeira entrevista coletiva após a eleição, que dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão. Ele destacou também que o foco do trabalho será em fortalecer a competitividade da indústria mineira por meio da redução da burocracia, ampliação do acesso ao crédito, incentivo à inovação e fortalecimento da educação profissional.

Empresário do setor de laticínios, Abrantes, de 55 anos, é proprietário de uma indústria instalada em Águas Formosas, no Vale do Mucuri. Casado e pai de dois filhos, atua há 15 anos no sistema sindical da indústria, tendo exercido três mandatos como diretor financeiro do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais (Silemg), dois como presidente da entidade e, mais recentemente, como diretor financeiro da Fiemg.

Leia mais: Saiba quem é Guilherme Abrantes, o novo presidente da Fiemg eleito nesta segunda (20)

Ao ser questionado sobre os principais desafios da nova gestão, o presidente eleito resumiu a missão em um objetivo central: fortalecer a indústria mineira. “O desafio é ter uma indústria forte, que continue crescendo. Não é uma tarefa fácil, mas é um trabalho que já vem sendo feito há oito anos. Precisamos enfrentar questões tributárias, jurídicas, de energia e de mão de obra. Uma indústria forte gera crescimento para Minas e para o Brasil”, disse.

Abrantes destacou que a experiência adquirida na diretoria financeira da Fiemg facilitará a transição até a posse, prevista para janeiro de 2027. Segundo ele, o período será dedicado ao aprofundamento do conhecimento sobre a estrutura da entidade para garantir uma continuidade segura dos projetos.

Redução da burocracia será uma das prioridades

Entre as principais bandeiras da futura gestão está a diminuição da burocracia, apontada por ele como um entrave não apenas para a indústria, mas também para outros setores da economia. “Se a gente diminuir essa burocracia, tudo anda. Vai ter geração de emprego, crescimento e melhor educação. Se essa burocracia cai e os impostos diminuem, tenho certeza de que a mudança na vida é contínua”, defendeu.

Para avançar nessa agenda, Abrantes afirmou que pretende manter diálogo permanente com os governos estadual e federal. “Espero ter um bom relacionamento para discutir essas questões e construir uma boa comunicação”.

Educação e indústria alinhadas

O presidente eleito também ressaltou que pretende manter a valorização da educação profissional desenvolvida pelo Sistema Fiemg, especialmente por meio das escolas do Sesi e do Senai. Segundo ele, o fortalecimento da indústria é condição primordial para ampliar investimentos na formação de mão de obra qualificada.

“A educação é uma das prioridades, mas nunca esquecendo que a indústria precisa ser forte para sustentar esse processo. Tenho convicção de que uma indústria forte ajuda a formar grandes profissionais e muda a vida das pessoas”.

Questionado sobre a nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Abrantes classificou o cenário como mais um desafio para o setor industrial.

Ele defendeu uma atuação conjunta entre entidades empresariais e os governos para reduzir os impactos sobre as empresas exportadoras. “Espero que o Estado atenda essas empresas com linhas de crédito, apoio à inovação e condições para abertura de novos mercados. Os Estados Unidos são importantes, mas precisamos buscar novos mercados”, afirmou.

Nesse contexto, ele voltou a defender políticas de incentivo à modernização da indústria. “A indústria precisa se modernizar. Sem modernização não há avanço. Para isso, precisamos de crédito e de condições para que as empresas consigam inovar”.

Fiemg manterá posição apartidária

Em relação às eleições de 2026, Abrantes reforçou que a Fiemg manterá sua tradição institucional de independência política.

Segundo ele, a entidade dialogará com todos os candidatos, independentemente de partido ou posicionamento ideológico, sempre em defesa dos interesses da indústria mineira. “A Fiemg é uma entidade apartidária. Vai conversar com todos e buscar o que for melhor para a indústria, independentemente de ser do lado A, B ou C”, afirmou.

Ao ser questionado sobre seu voto pessoal, limitou-se a responder que a escolha é individual e secreta, reforçando a separação entre suas preferências pessoais e a atuação institucional da Federação.

Sobre o autor

Juliana Sodré

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, com especialização em Imagens e Culturas Midiáticas pela UFMG.

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