Recursos da Vale destinados a MG somaram R$ 32,8 bi em 2021 passado

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Recursos da Vale destinados a MG somaram R$ 32,8 bi em 2021 passado
Crédito: REUTERS/Washington Alves

A Vale destinou R$ 32,8 bilhões para Minas Gerais em 2021, considerando investimentos e custeio. Apenas as compras com fornecedores locais totalizaram R$ 21 bilhões. Os números fazem parte do Balanço Vale+, relatório com informações sobre a atuação econômica, social e ambiental da companhia.

De acordo com a mineradora, as operações em Minas Gerais empregam em torno de 41 mil pessoas, considerando mão de obra própria e terceirizada. A soma de todas as remunerações e benefícios pagos para empregados próprios em 2021, que ficou em circulação na economia mineira, é de R$ 2,6 bilhões. Além disso, a partir da produção de cerca de 124 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado, foram repassados R$ 4 bilhões em tributos para os governos municipal, estadual e federal, referente a Cfem, ICMS, ICMS Importação, TFRM, TRFH e ISS.

Conforme já publicado, o volume de Minas representa quase 40% das 315,6 milhões de toneladas processadas pela mineradora no decorrer de 2021 em todo o Brasil e cresceu 18% em relação a 2020. Apenas no Sistema Sudeste, que compreende as minas de Itabira, Minas Centrais e Mariana, a companhia produziu 69,7 milhões de toneladas do insumo siderúrgico no ano passado, 21,8% a mais do que no exercício anterior (57,2 milhões).

Já no Sistema Sul, que compreende as minas de Paraopeba e Vargem Grande, a Vale produziu 54,2 milhões de toneladas do insumo siderúrgico no ano passado, 12,2% a mais que as 48,3 milhões de toneladas produzidas em 2020. No último trimestre, foram 14,3 milhões de toneladas.

Ainda sobre os investimentos, os aportes ambientais e sociais da Vale no Estado no decorrer do ano passado, incluindo os voluntários e obrigatórios, somaram R$ 2,5 bilhões e R$ 1,2 bilhão, respectivamente. Segundo a empresa, foram realizadas diversas iniciativas com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento dos territórios e a melhoria da vida das pessoas, em frentes como saúde, cultura e geração de trabalho e renda.

“A Vale também continuou atuando para ajudar o Brasil no enfrentamento da pandemia da Covid-19 ao longo de 2021, com doação de 50 milhões de seringas ao Ministério da Saúde, 400 mil EPIs para proteção de profissionais na linha de frente da vacinação e 3,7 milhões de medicamentos para intubação, comprados em parceria com outras empresas. Além disso, apoiou a conclusão das obras de expansão do Centro de Produção de Vacinas do Butantan”, resume no relatório.

Mineração mais sustentável

A empresa destacou também que, em busca de uma mineração mais sustentável, segue investindo em tecnologia para reduzir significativamente o uso de barragens em seus processos e que, atualmente, 70% da produção é feita a seco. Em 2015, este número era de 40%. Além disso, outras iniciativas buscam transformar rejeitos em produtos que podem ser utilizados na construção civil, evitando o descarte.

Outra iniciativa que reduz a necessidade de barragens diz respeito à filtragem de rejeitos, seguida de empilhamento a seco. A Vale já inaugurou uma planta com esta tecnologia em Vargem Grande (Nova Lima) e mais três começarão a operar no primeiro trimestre de 2022: uma em Brucutu e duas em Itabira.

Sobre o processo de eliminação de barragens a montante, até o momento, a mineradora concluiu 23% do Programa de Descaracterização de Barragens. A atualização mais recente indica que 60% das barragens serão eliminadas até 2025 e 90% até 2029. A eliminação de 100% das barragens será alcançada até 2035.

Já para este ano está prevista a eliminação de cinco estruturas: diques 3 e 4 da barragem do Pontal (Itabira); barragem Ipoema (Itabira); dique auxiliar da barragem 5, na Mina Águas Claras (Nova Lima); barragem Baixo João Pereira (Congonhas). Já tiveram início as ações para realização dos testes na barragem Grupo, em Ouro Preto, e também está previsto o início das atividades preliminares para descaracterização da barragem Campo Grande, em Mariana. Serão continuadas as obras para eliminação das barragens B3/B4, em Nova Lima, e Sul Superior, em Barão de Cocais, assim como às atividades de reparo no vertedouro e preparatórias para descaracterizar a barragem Doutor, em Ouro Preto. Por fim, a conclusão do desvio na BR-356, necessário para a eliminação da barragem Vargem Grande, também está prevista para este ano.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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