Tecnologia e parceria em aviação devem pautar debates dos Brics

17 de julho de 2018 às 0h00

Brasília – Industrialização, novas tecnologias, crescimento inclusivo e a cooperação em temas de manutenção da paz e em assuntos de saúde, como a criação de uma plataforma de vacinação do bloco, estão entre os temas que serão tratados na 10ª Cúpula do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro será nos dias 25 e 27 de julho, em Johanesburgo, na África do Sul, com presença dos cinco chefes de Estado do bloco. Segundo o ministro Kenneth Félix da Nóbrega, diretor do departamento de mecanismos inter-regionais do Itamaraty, entre as iniciativas brasileiras no encontro, há uma grande expectativa para a assinatura de memorando de entendimento sobre uma parceria em aviação regional no Brics. O documento, segundo ele, prevê estruturação de uma malha mais eficiente entre os cinco países do bloco. “A ideia é levar um plano que temos com os Estados Unidos para os Brics. Será um intercâmbio de boas práticas sobre como viabilizar uma malha mais densa. A ideia é trocar informações sobre marcos regulatórios, além de prospecção de mercado para aeronaves regionais”, disse o ministro. Outro resultado esperado pelo Brasil é o centro de pesquisas em vacinas do Brics. Voltado ao desenvolvimento de novas vacinas e à ampliação da capacidade de manufatura farmacêutica nos cinco países, o centro será construído na África de Sul, com financiamento integral da China. O Brasil é referência na vacinação contra a tuberculose. Satélites – A cooperação sobre imagens de satélites sensoriais remotos dos países do Brics também é esperada na 10ª Cúpula do Brics. O acordo franquia o acesso a imagens de satélites dos Brics, que, hoje, são adquiridas comercialmente. O acordo é visto como vantajoso para o Brasil, que atualmente compartilha imagens de satélites gratuitamente. Os chefes de Estado dos cinco países-membros do bloco – que representam cerca de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial – já confirmaram presença na reunião, onde serão tratados temas de cooperação econômica e desenvolvimento, entre outros. Carne – Segundo Kenneth da Nóbrega, assuntos como o fim do embargo russo à carne suína e bovina do Brasil não fazem parte da agenda oficial do encontro, mas podem entrar na programação de reuniões bilaterais. O mesmo pode acontecer em relação à sobretaxa imposta ao frango brasileiro, no início do mês passado, pela China. Apesar disso, o Itamaraty diz que não há nada oficialmente marcado sobre esses temas. No caso das carnes suína e bovina, desde o final do ano passado, as restrições foram anunciadas sob argumento de que haviam sido encontradas substâncias como estimulantes nos produtos brasileiros exportados para a Rússia.

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