Ibovespa fecha em alta com aval externo em meio a bateria de resultados corporativos
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira (6), endossado pelo cenário externo mais positivo, em meio a sinalizações benignas sobre negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Investidores da bolsa paulista também repercutiram uma bateria de resultados corporativos, com C&A como destaque na ponta positiva, enquanto TIM capitaneou as perdas, em um dia que ainda reserva outra série de balanços, incluindo Bradesco.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,5%, a 187.690,86 pontos, após marcar 188.674,36 pontos na máxima e 186.762,11 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$29,16 bilhões.
De acordo com o especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, a sessão foi marcada por um ambiente de maior apetite por risco, sustentado pela redução das tensões entre EUA e Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump disse a jornalistas nesta quarta-feira que o país teve conversas muito boas com o Irã nas últimas 24 horas, acrescentando que é muito possível que Washington e Teerã façam um acordo.
Mas os mercados já vinham num tom mais positivo desde cedo, com notícias de que Washington e Teerã estavam se aproximando de um acordo sobre um memorando de entendimento buscando o fim da guerra.
O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 7,83%, a US$101,27, enquanto, em Wall Street, o índice acionário S&P 500 avançou 1,46%, também apoiado por ações de tecnologia após resultados da AMD.
Destaques
- C&A ON disparou 7,06%, após reportar lucro líquido ajustado de R$8 milhões no primeiro trimestre deste ano, salto de 218,7% sobre o desempenho obtido um ano antes. A companhia também anunciou programa de recompra de ações. O CEO disse que o grupo está bem posicionado e confiante para ter um desempenho no segundo trimestre “tão bom ou melhor do que foi o primeiro”.
- TIM ON caiu 7,88%, em meio à análise do resultado do primeiro trimestre, que mostrou lucro líquido normalizado de R$821 milhões, abaixo das previsões. O CEO disse que operadora de telecomunicações deve ampliar suas margens nos próximos trimestres.
- VALE ON subiu 3,62%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 2,84%. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON foi destaque com elevação de 6,86%.
- PETROBRAS PN caiu 2,86%, pressionada pelo declínio dos preços do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON recuou 4,26%, tendo ainda o balanço do primeiro trimestre no radar.
- ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 1,6%, em pregão marcado pela repercussão do resultado do primeiro trimestre do banco, que ficou em linha com as expectativas. De acordo com o CEO, o banco espera uma relativa estabilidade em seus indicadores de inadimplência nos próximos trimestres e não mudou o apetite a risco para crédito. Também afirmou que o Itaú continuará entregando uma rentabilidade importante ao longo dos próximos trimestres.
- BRADESCO PN avançou 0,42% antes da divulgação do balanço, após o fechamento. No setor, BANCO DO BRASIL ON subiu 0,68% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou em alta de 1,95%.
- TENDA ON, que não está no Ibovespa, saltou 9,85%, após mostrar lucro líquido consolidado de R$183,4 milhões no primeiro trimestre, mais que o dobro do resultado positivo de um ano antes e acima do esperado pelo mercado.
Conteúdo distribuído por Reuters
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