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Coronavírus Finanças livre
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Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

São Paulo – O Ibovespa despencou nessa quarta-feira (11) e a B3 acionou o circuit breaker pela segunda vez nesta semana, diante de temores globais com o coronavírus, agora classificado como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Ibovespa desabou 7,64%, a 85.171,13 pontos, nova mínima desde outubro de 2018. O volume financeiro da sessão somou R$ 34,3 bilhões. O índice acumula queda de mais de 13% apenas esta semana, chegando a 26,3% de desvalorização em 2020.

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Operando no vermelho desde a abertura, o Ibovespa acelerou perdas à tarde, com o circuit breaker paralisando as negociações por 30 minutos após a OMS ter classificado o coronavírus como pandemia, derrubando mercados internacionais. Na mínima, chegou a cair 12,4%.

“Estamos profundamente preocupados com os níveis alarmantes de disseminação e severidade e com os níveis alarmantes de inação. Por isso, avaliamos que o Covid-19 pode ser caracterizado como pandemia”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Para Alvaro Azevedo, sócio da Vero Investimentos, o mercado ainda aguarda sinalizações mais claras dos governos sobre as medidas que serão tomadas para amenizar os efeitos da epidemia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, procurou acalmar os temores, afirmando ontem que utilizará todos os recursos governamentais possíveis para combatê-lo.




Outros países também intensificaram as medidas de combate ao vírus, com o banco central britânico cortando sua taxa de juros e a Itália aumentando os gastos diante de um crescente número de infectados e mortos no país.

No Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Congresso está à disposição do governo para, além das medidas emergenciais de curto prazo, dar respostas aos impactos econômicos da disseminação do vírus.

PIB – Mais cedo, a equipe econômica cortou projeção de crescimento neste ano a 2,1%, ante patamar de 2,4% calculado em janeiro. A estimativa ainda é superior à expansão de 1,99% esperada pelos economistas para a economia neste ano, conforme boletim Focus mais recente.

O número de casos confirmados da doença no Brasil chegou a 52 ontem, aumento de 18 em relação à véspera, informou o Ministério da Saúde.

Também pressionando o índice, estavam os papéis de Petrobras, afetados após a Arábia Saudita afirmar que planeja expandir ainda mais a capacidade de produção de petróleo, impactando no preço da commodity.

Dólar – A derrota sofrida pelo governo no Congresso Nacional ontem fez o futuro do dólar da B3 disparar quase 4%, superando R$ 4,83, depois de as cotações no mercado à vista já terem mostrado forte alta pelo mau humor nos mercados globais após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o coronavírus uma pandemia mundial.




Ao término dos negócios, o dólar futuro subiu 3,63%, a R$ 4,8235, após saltar 3,88%, para R$ 4,835.

O Congresso Nacional derrubou o veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), com impacto estimado em cerca de R$ 20 bilhões já no primeiro ano.

No fechamento das operações à vista, o dólar saltou 1,61%, a R$ 4,7207 na venda, segunda mais alta cotação de fechamento da história, menor apenas que a do último dia 9 (R$ 4,7256 na venda). (Reuters)

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