Recebeu a restituição do IR? Saiba como usar o dinheiro de forma estratégica
Passado o período de entrega da declaração do Imposto de Renda, a expectativa agora é pela tão esperada restituição. Desde o fim de maio, a Receita Federal já começou a pagar os primeiros lotes. A decisão sobre como utilizar o valor recebido, no entanto, deve ser tomada com análise e cautela, evitando gastos impulsivos.
É o que defende o presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos: “A restituição costuma ser vista como dinheiro extra, mas, na prática, deve ser encarada como uma oportunidade de reorganização financeira. O mais importante é utilizar esse recurso de forma consciente e estratégica”.
Restituição do IR: pagar dívidas ou investir pode ser o melhor caminho
Com o endividamento em alta entre as famílias brasileiras, utilizar o dinheiro da restituição para quitar débitos em atraso é uma boa alternativa, segundo Reinaldo Domingos. É o caso, por exemplo, de dívidas de cartão de crédito, cheque especial ou financiamentos.
“Os juros dessas modalidades normalmente são muito superiores aos rendimentos obtidos em aplicações conservadoras. Eliminar dívidas quase sempre traz um ganho financeiro maior do que investir sem planejamento”, explica.
Já para os contribuintes que optarem por investir o valor, também é recomendável avaliar a aplicação com atenção antes de tomar uma decisão. “Investir apenas porque determinado produto financeiro está na moda pode ser um erro. O investimento precisa estar alinhado aos objetivos pessoais e familiares, respeitando prazos, perfil e necessidades reais”, salienta.
Segundo o especialista, as principais recomendações para o uso consciente da restituição são:
- quitar dívidas com juros elevados;
- formar ou reforçar a reserva de emergência;
- evitar compras por impulso;
- investir com foco em objetivos concretos;
- manter um planejamento financeiro de médio e longo prazo.
“Mais importante do que o valor recebido é a forma como esse dinheiro será utilizado. A organização financeira continua sendo um dos principais fatores para garantir estabilidade e tranquilidade às famílias”, conclui o especialista.
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