Irã e EUA atingem navios-tanque na maior onda de ataques à navegação desde início da guerra

Confronto no Estreito de Ormuz eleva preço do petróleo e ameaça abastecimento global de energia após seis meses de guerra
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Irã e EUA atingem navios-tanque na maior onda de ataques à navegação desde início da guerra
Prédio danificado após ataques dos houthis em local identificado como Arábia Saudita em 8 de setembro de 2026 | Foto: Agência de Imprensa Saudita/Divulgação via Reuters

O Irã disse nesta quarta-feira que atacou 10 navios perto do Estreito de Ormuz, depois que os EUA afundaram cinco petroleiros iranianos, na maior onda declarada de ataques recíprocos contra a navegação marítima por ambas as partes desde o início da guerra, que já dura seis meses.

Os ataques dentro e ao redor dessa importante via navegável fizeram o preço do petróleo disparar, com o índice internacional de referência do petróleo Brent ultrapassando os US$100 por barril pela primeira vez desde julho. O preço médio de varejo do diesel nos Estados Unidos, tema politicamente delicado, atingiu um novo recorde histórico acima de US$ 5,94 por galão.

O Irã também afirmou ter disparado mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças norte-americanas na Jordânia. Os ataques de ambos os lados desde o final de agosto romperam um mês de relativa calma, com os EUA e o Irã atingindo alvos militares, de navegação e do setor energético.

Nos últimos dias, também se observou uma escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, um segundo teatro de guerra que ameaça o abastecimento global de energia proveniente do Oriente Médio.

Vídeo mostra petroleiros iranianos em chamas

Os norte-americanos afirmaram ter destruído cinco petroleiros iranianos durante a madrugada, divulgando um vídeo dos navios em chamas antes de afundarem. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA classificou seus ataques como uma resposta à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que atacou duas vezes um navio de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos nos dois dias anteriores. Nenhum norte-americano ficou ferido, segundo os EUA.

Washington anunciou uma nova política de atacar petroleiros iranianos em retaliação a ataques que ameaçam seus navios de guerra. O Irã afirma que está impondo uma zona de exclusão mais ampla ao redor do estreito e utilizando mísseis novos e mais potentes para atacar navios dos EUA.

“O Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, cada vez que fizerem isso ou tentarem fazê-lo, perderão petroleiros”, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a repórteres durante uma visita à Colômbia.

A Guarda Revolucionária Islâmica informou na quarta-feira que havia respondido com um ataque com mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças norte-americanas perto de Al Azraq, no leste da Jordânia, e que havia disparado contra duas embarcações dos EUA e oito petroleiros que tentavam atravessar uma área do Estreito de Ormuz que havia sido declarada como zona de proibição.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou ter recebido relatos de vários navios mercantes atingidos por disparos incapacitantes no norte do Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, em ambos os lados do estreito. Não foi possível confirmar imediatamente se houve vítimas ou impacto ambiental.

A agência também disse que uma embarcação teria sido vista inclinada, o que possivelmente indica que ela teria entrado água após ser atingida por um projétil ao largo de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos.

Conteúdo distribuído por Reuters

Enas Alashray, Idrees Ali e Jana Choukeir
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Reuters

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