Câmara aprova projeto para transformar minas desativadas em novo bairro de Nova Lima
O projeto de lei que estabelece as diretrizes para a transformação das extintas minas Velha e Grande, de propriedade da AngloGold Ashanti, em um bairro anexo à região central de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi aprovado pela Câmara Municipal nessa terça-feira (5). Agora, a proposta segue para a etapa de licenciamento ambiental municipal.
De acordo com a mineradora, o Projeto de Lei nº 2.640/2025, de autoria do Poder Executivo, define regras de planejamento e autoriza a Operação Urbana Consorciada (OUC) Nova Vila. A OUC é um instrumento legal que permite ao poder público, em parceria com a iniciativa privada e a sociedade, realizar transformações urbanas em determinada área, incluindo melhorias em infraestrutura, mobilidade, serviços e desenvolvimento local. No caso de Nova Lima, a operação será formada pela AngloGold Ashanti, Construtora Concreto e prefeitura.

A AngloGold Ashanti celebrou a aprovação da proposta, que já conta com pareceres favoráveis da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto Nova Vila vem sendo discutido com a população desde 2021, com a participação direta de mais de 1,5 mil pessoas e a realização de duas audiências públicas, “incorporando contribuições apresentadas ao longo do processo de escuta social”, lembra a empresa.
Com a aprovação legislativa, o projeto avança para a etapa de licenciamento municipal. “Neste momento, em paralelo ao processo de licenciamento, seguiremos com as ações de diálogo e escuta pública para que os equipamentos de lazer, esporte e cultura reflitam, de forma ampla, as expectativas dos moradores da região”, comenta o diretor-geral do Instituto AngloGold Ashanti, Fernando Cláudio.

Nova Vila será novo bairro de Nova Lima
Iniciado em 2021 e chamado de Nova Vila, o projeto visa transformar o terreno de 260 mil metros quadrados (m²), onde a AngloGold Ashanti minerou entre 1834 e 2003, em uma área com imóveis residenciais e comerciais, espaços de convivência, dois quilômetros de ciclovia e 18,1 mil m² de corredor cultural.
Além disso, 25% do espaço será destinado à preservação ambiental, com corredores ecológicos e trechos de Mata Atlântica protegidos. A operação deverá gerar cerca de 950 empregos temporários e 260 postos de trabalho permanentes nos três primeiros anos.

Fernando Cláudio afirma ainda que, diferentemente de um condomínio fechado, o projeto Nova Vila terá estruturas abertas a toda a população, como espaços para a prática de esportes ao ar livre e um museu.
“Teremos uma avenida conectando a região mais baixa da cidade ao centro comercial, onde fica a Praça do Mineiro, além de espaços voltados à valorização da cultura, com a instalação de um museu dedicado à história do trabalhador da mineração, tanto daqueles que atuaram nas minas quanto da própria história mineradora de Minas Gerais”, encerra.
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