Otimismo é maior entre empresas do setor de serviços
Crédito: Sergio Moraes/Reuters

A expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2020, somada à projeção de uma safra recorde no setor agrícola, deve favorecer diretamente as micro e pequenas empresas (MPE) do País, que estão voltadas majoritariamente ao mercado interno. O otimismo é maior para as micro e pequenas empresas que atuam no setor de serviços, para os negócios voltados ao atendimento das necessidades básicas da população, para o segmento da construção, bem como os pequenos negócios que atuam no setor do agronegócio. Essas são as conclusões do estudo “Negócios Promissores em 2020” realizado pelo Sebrae a partir do cruzamento e análise de um conjunto de dados do FMI, Banco Central e Ministério da Economia.

No setor de Serviços, de acordo com o estudo, as expectativas são positivas para os pequenos negócios de serviços pessoais, serviços prestados às empresas, na área da saúde, educação e transporte. Nos segmentos que atendem às necessidades básicas da população, continuam em alta as empresas que atuam no comércio de alimentos e de alimentação fora do lar (restaurantes e marmitas). Já na construção civil, as MPEs de edificações, manutenção, comércio de material de construção e serviços especializados têm boas perspectivas de crescimento. Por fim, no segmento do agronegócio, o Sebrae aponta a possibilidade de um bom ano para os pequenos produtores rurais que atuam no comércio de cidades próximas às áreas de intensa produção agropecuária e no setor de máquinas e equipamentos.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, havia uma expectativa – em 2019 – de que houvesse uma recuperação mais forte da economia, que acabou não se confirmando. Assim, acabaram prevalecendo, segundo Melles, os pequenos negócios com um perfil mais voltado à manutenção e reparação de bens. “Agora, em 2020, com a retomada da economia e o aumento da confiança de consumidores e empresas, estamos caminhando para o fortalecimento dos negócios mais voltados ao atendimento do consumo de bens e serviços associados às necessidades básicas da população, como: gastos com alimentação, moradia, restaurantes e serviços pessoais”, comenta o presidente do Sebrae. (ASN)

Quem ganha

  • Serviços pessoais (cabeleireiro, manicure, estética e beleza);
  •  Serviços prestados às empresas (administração, vendas, serviços jurídicos e organização de feiras);
  •  Serviços de saúde, educação e transporte (cuidadores, clínicas, ensino superior, treinamento e transporte carga/passageiro);
  •  Serviços de informática e comunicação (serviços de internet, desenvolvimento de programas, reparação de equipamentos de comunicação);
  •  Bens e serviços voltados para o atendimento das necessidades básicas da população (comércio de alimentos, serviço de pratos prontos);
  • Construção (manutenção/reparação de moradias, edificações, comércio de material de construção e serviços especializados);
  •  Produtores rurais (milho, soja e algodão – por exemplo) e atividades de apoio à agropecuária;
  •  Pequeno comércio do interior, próximo às grandes áreas produtoras da agropecuária;
  •  MPE que exportam para os EUA e Leste Europeu.