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Cemig SIM investe R$ 155 milhões na compra de 11 usinas solares em Minas Gerais

Aquisição de 11 usinas fotovoltaicas no Norte de Minas é a maior operação de fusão e aquisição da história da Cemig SIM e reforça a estratégia de expansão da subsidiária no mercado de geração distribuída
Cemig SIM investe R$ 155 milhões na compra de 11 usinas solares em Minas Gerais
Foto: Cemig SIM / Divulgação

A Cemig Soluções Inteligentes em Energia (Cemig SIM), subsidiária da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), adquiriu 11 usinas fotovoltaicas (UFVs) de geração distribuída (GD) por R$ 155 milhões. Trata-se da maior operação de fusão e aquisição (M&A, na sigla em inglês) da história da subsidiária.

De acordo com comunicado ao mercado divulgado pela estatal nessa quarta-feira (3), a transação envolveu a aquisição da totalidade do capital social de três Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que reúnem os ativos com potência instalada total de 26,2 megawatts-pico (MWp).

As usinas estão instaladas nos municípios de Riachinho, São Romão, Brasilândia de Minas e Porteirinha, no Norte do Estado. A companhia destaca que a geração de energia dessas 11 UFVs é suficiente para abastecer uma cidade de aproximadamente 20 mil habitantes, além de evitar a emissão de 2.028 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano.

A Cemig ressalta que a aquisição está alinhada ao planejamento estratégico da companhia. O plano prevê a otimização do portfólio de ativos com participação integral e o aumento da eficiência operacional, por meio da captura de sinergias comerciais, administrativas e operacionais.

Em publicação nas redes sociais, a Cemig SIM afirmou que esta é a maior operação de M&A de sua história. A subsidiária avalia o movimento como um marco que reforça o papel das transações estratégicas na aceleração de escala e eficiência do setor de geração distribuída no Brasil.

“Mais do que expansão de portfólio, essa aquisição materializa uma estratégia clara: consolidar o mercado de GD em Minas Gerais com ativos integrais, ampliar a autonomia operacional e capturar ganhos em eficiência, governança e sustentabilidade”, destaca.

A unidade voltada para soluções inovadoras avalia o M&A como uma alavanca fundamental para alcançar ganho de escala, otimização de portfólio, aceleração de crescimento e fortalecimento de posição competitiva.

“Seguimos focados em nosso objetivo de atingir um gigawatt-pico (GWp) de capacidade instalada até 2030. O plano visa ampliar o acesso à energia solar para um número cada vez maior de clientes em Minas Gerais e consolidar a Cemig SIM como um dos principais players de geração distribuída do País”, afirma a empresa.

Demais aquisições da Cemig em 2026

Hidrelétrica Pipoca (PCH Pipoca).
Foto: Divulgação Cemig

Esta é a terceira operação de aquisição realizada pela estatal mineira em 2026. As outras duas ocorreram por meio da subsidiária Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT). A primeira, concluída em janeiro, envolveu a conclusão da compra da totalidade do capital social da Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita (ETTM), por R$ 30 milhões.

Os ativos de transmissão adquiridos nessa transação estão conectados à Rede Básica de 230 quilovolts (kV), de propriedade da Cemig, e estão localizados na região do Vale do Aço. Eles são compostos pela Linha de Transmissão Mesquita-Timóteo 2 (24 km) e pela Subestação Timóteo 2, que secciona a Linha de Transmissão Ipatinga 1–Timóteo 1.

Já a segunda aquisição envolveu os 51% restantes das ações da Pequena Central Hidrelétrica Pipoca (PCH Pipoca), detidos pela Serena Geração, por R$ 38,87 milhões. O ativo está localizado na porção Leste de Minas Gerais e possui 20 megawatts (MW) de potência instalada e 11,9 MW médios de garantia física.

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