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Crenças limitantes travam carreiras mesmo entre profissionais qualificados

Aumento da insegurança profissional no ambiente de trabalho reacende o debate
Crenças limitantes travam carreiras mesmo entre profissionais qualificados
Foto: Reprodução Adobe Stock

Profissionais com alto nível de conhecimento técnico continuam enfrentando dificuldades para crescer na carreira ou expandir seus negócios por um fator menos visível que a falta de capacitação: as crenças que carregam sobre si mesmos e sobre o próprio potencial. O tema ganha relevância diante do aumento da insegurança profissional no ambiente de trabalho.

Pesquisa da MyPerfectResume aponta que 43% dos profissionais relatam sentimentos ligados à síndrome do impostor, enquanto 58% afirmam que a autopercepção negativa já impactou seu crescimento profissional.

Segundo a psicóloga e empresária Fernanda Tochetto, esse bloqueio influencia diretamente a forma como decisões são tomadas, oportunidades são percebidas e resultados são construídos. “Você não está travando por falta de conhecimento. Você está travando por causa das coisas que você acredita que não é capaz de fazer”, afirma.

Com maior acesso ao conhecimento, a dificuldade de execução permanece como um dos principais entraves ao crescimento profissional e empresarial, ampliando o impacto dos padrões mentais sobre a performance.

De acordo com Fernanda Tochetto, crenças funcionam como filtros que moldam a percepção da realidade e interferem na maneira como cada indivíduo reage aos desafios. “Se você está acreditando, seja positivo ou negativo, você está certo”, diz.

O reflexo aparece em comportamentos práticos: procrastinação, resistência a assumir riscos, dificuldade de se posicionar e baixa consistência na execução. “Aquilo que você acredita gera um pensamento. Esse pensamento influencia o que você sente, e isso determina o seu comportamento”, explica.

Da autoconsciência à prática

Segundo Fernanda Tochetto, a origem dessas crenças está frequentemente associada à trajetória individual. Experiências pessoais, ambiente familiar, convivências e referências acumuladas ao longo da vida contribuem para a formação de padrões mentais que influenciam decisões de forma automática. “Tudo que te rodeia te treinou para a forma como você pensa e para aquilo que você acredita”, diz.

Para romper esse padrão, o primeiro passo é desenvolver consciência sobre a própria trajetória e reconhecer os fatores que moldaram esses comportamentos. A partir dessa identificação, o processo passa pela revisão dessas interpretações e pela construção de novos padrões mentais. “Comece reconhecendo a sua história, como você foi treinado para agir e os padrões que você recebeu. A forma como você pensa determina as suas ações e os seus resultados”, conclui.

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