Negócios

Grupo Amapá reorganiza operação e projeta crescimento de 12% em 2026

Grupo Amapá reorganiza operações, investe R$ 38 milhões e projeta avanço de 12% no faturamento.
Grupo Amapá reorganiza operação e projeta crescimento de 12% em 2026
Foto: Gabriel Araújo / Amapá

Com mais de 40 anos de fundação, a Amapá, indústria com sede em Cláudio, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, passou a se posicionar como Grupo Amapá. A mudança tem o objetivo de organizar as frentes de negócios e, assim, aumentar a eficiência e atender ao mercado de forma cada vez mais especializada. Com o novo posicionamento, a expectativa é seguir crescendo. Somente neste ano, é esperado um avanço de 12% no faturamento.

O CEO do Grupo Amapá, Alfredo Lage, explica que a estruturação das empresas em um grupo será importante para o desenvolvimento dos negócios e que a intenção é continuar crescendo tanto em produção quanto no mercado.

“A organização das empresas em um grupo empresarial é uma evolução natural no nosso processo de governança e mostra a nossa maturidade administrativa. Nesse processo, separamos os negócios por unidades, nos tornando mais especializados nas soluções e mais preparados para atender diferentes necessidades com eficiência. Nossa intenção é continuar crescendo, promovendo o desenvolvimento regional e ampliando os mercados. Queremos conquistar o mundo a partir de Cláudio”.

Ainda conforme Lage, com o processo de mudança houve a separação dos negócios por unidades. Desta forma, o grupo é formado por três marcas comerciais: a Amapá, a Supra e a Vagone. A Amapá Modular concentra o negócio de produtos prontos, gôndolas montáveis em caixas, voltada para os pequenos e médios estabelecimentos no Brasil e também em alguns outros países.

Alfredo Lage
Alfredo Lage: reposicionamento vai nos trazer ganhos de escala, especialização e maior eficiência | Foto: Divulgação Grupo Amapá

Já a Supra é voltada para projetos especializados em maior escala, atendendo supermercados de grande porte. Neste caso, a empresa fabrica toda a estrutura de loja conforme o planejamento feito pelo cliente, incluindo gôndolas, carrinhos, checkout, estrutura porta-pallets, entre outros. A terceira unidade é a Vagone, dedicada à produção de carrinhos e soluções em aramados para o varejo.

“Com o reposicionamento, vamos ter ganhos de escala, teremos especialização e maior eficiência. Também vamos estar mais próximos da experiência do cliente gerando, assim, melhor resultado em cada uma das nossas unidades de negócio”, explicou Lage.

Em termos de investimentos, o Grupo Amapá tem direcionado recursos para equipamentos tecnológicos, automação, modernização e expansão. No ciclo de investimentos, iniciado em 2024 e que será concluído agora em 2026, a empresa já aportou cerca de R$ 38 milhões. Parte do valor foi direcionado à implantação da nova fábrica da Vagone, à nova estrutura de galvanização, considerada a mais moderna do Brasil, e à ampliação das cabines de pintura, que começou a operar no final do ano passado. Além disso, a capacidade de processamento do grupo passou de 95 a 98 toneladas de aço por dia para atuais 110 toneladas por dia.

“Nós já fizemos cerca de 90% do planejado para este ciclo de investimentos, aportando em equipamentos, tecnologia e construção de plantas industriais. O ciclo será todo concluído. Há pouco, voltamos de Portugal, onde adquirimos mais equipamentos de tecnologia que entram completando o aporte. Seguimos nessa linha, visando à ampliação”.

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