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‘Fenômeno de importação não muda nossa estratégia de investir no Brasil’, diz CEO global da Stellantis

CEO global, Antonio Filosa afirma que estratégia de longo prazo continua baseada em investimentos e localização da produção no Brasil; polo de Betim receberá R$ 14 bilhões até 2030
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‘Fenômeno de importação não muda nossa estratégia de investir no Brasil’, diz CEO global da Stellantis
Foto: Leo Lara

Mesmo com o avanço dos veículos eletrificados importados no mercado brasileiro, a estratégia de longo prazo da Stellantis para o Brasil continua sendo a produção nacional, segundo o CEO global da montadora, Antonio Filosa. Conforme ele, o grupo enxerga com otimismo o futuro no País, onde pretende seguir investindo e inovando.

“A nossa receita na região sempre foi a localização. Aqui nesta fábrica temos 95% de localização. Usamos aço, plásticos, chicotes, espuma, pintura e tecidos brasileiros. Usamos muito trabalho feito por brasileiros e eles fazem negócios com a gente. A nossa lógica no Brasil sempre foi localizar”, disse o executivo, nesta terça-feira (21), em coletiva no polo automotivo de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A declaração de Filosa veio após ser questionado pela imprensa sobre a possibilidade de a Stellantis repensar seu plano de ter um carro 100% elétrico no mercado brasileiro apenas com produção totalmente nacional. O executivo foi indagado se a montadora poderia aproveitar parcerias – como a firmada com a chinesa Leapmotor – para importar produtos e fazer frente à concorrência com outras montadoras da China que já trazem veículos em kits desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD) apenas para finalizar a montagem no País.

Esq. CEO global da Stellantis, Antonio Filosa; dir. CEO da Stellantis na América do Sul, Herlander Zola
Foto: Pedro Bicudo/Divulgação Stellantis

“A gente enxerga um fenômeno de importação que não muda a nossa estratégia de longo prazo de investir e inovar no Brasil. Temos uma abordagem bem otimista para o País”, afirmou, listando dados que ilustram o crescimento das importações de CKD e SKD no mercado brasileiro e seu impacto para toda a cadeia automotiva local.

Vale lembrar que está em andamento um ciclo de investimentos da Stellantis para o Brasil de R$ 30 bilhões no período de 2025 a 2030. São R$ 14 bilhões destinados ao polo automotivo de Betim, além de R$ 13 bilhões para o de Goiana, em Pernambuco, e R$ 3 bilhões para o de Porto Real, no Rio de Janeiro.

O aporte para a planta mineira é o maior da história da unidade, que completou 50 anos de operação neste mês. Os recursos têm como foco a introdução de novas tecnologias, motores e produtos, incluindo o lançamento de um modelo por ano a partir de 2026.

Nessa segunda-feira (20), em evento de comemoração ao aniversário da fábrica em Betim e da Fiat no Brasil, a Stellantis anunciou que o primeiro veículo inédito desse ciclo de investimentos a ser produzido no polo se chamará Novo Argo X. O modelo da Fiat estreia até dezembro e conviverá com a atual geração do Argo.

Na oportunidade, executivos da montadora também revelaram que, já no próximo mês, um terceiro turno deve ser ativado na linha de montagem, com a geração de 1.200 empregos diretos. Assim, a expectativa do grupo é que a fábrica na RMBH alcance um novo recorde de produção anual, com cerca de 600 mil veículos produzidos ao longo deste ano.

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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