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Pimentel afirma que as condições macroeconômicas permanecem sendo obstáculos para o crescimento do setor - Crédito: Divulgação

A indústria têxtil viveu um 2019 desafiador e deve fechar o ano com estabilidade, em relação ao último ano. A análise é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, que aposta em uma indústria mais conectada às demais áreas da cadeia para garantir a sustentabilidade do setor. O executivo está na Capital desde ontem para o Congresso Internacional Abit, que acontece, pela primeira vez, junto com o Minas Trend, no Expominas.

O presidente afirma que as condições macroeconômicas do Brasil permanecem sendo obstáculos para o crescimento do setor. “Temos um ambiente marcado pela insegurança dos empresários e pela burocracia, o que resulta em uma economia que não cresce”, afirma. Ele cita, inclusive, uma pesquisa interna da Abit que mede o nível de confiança do empresário do setor.

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“Os relatórios mostram um auge de otimismo em fevereiro deste ano, quando a confiança atingiu 73%. Esse indicador variou muito e, agora, o patamar de confiança voltou ao nível de outubro do ano passado, que era de 60%. É uma oscilação muito grande num período curto, o que dificulta o planejamento das empresas”, analisa.

Por outro lado, Pimentel lembra que há indicadores que trazem algum otimismo, como a queda da inflação, além de alterações na legislação que são positivas para o setor produtivo, como a medida provisória da Liberdade Econômica. “Isso nos indica que podemos ter um crescimento em torno de 2,5% em 2020. Mas ainda é um cenário cheio de interrogações”, afirma.

Para o presidente, o futuro do setor passa por uma conexão da indústria com as demais áreas da cadeia, como criação e venda das peças de moda. “A tecnologia está construindo uma relação híbrida entre os setores da economia, de forma que aquele modelo tradicional onde indústria fabrica, designer cria e comerciante vende não existe mais. A indústria está oferecendo serviços, assim como os negócios ligados à venda também estão interferindo na criação. O mercado está, cada vez mais, competitivo e se não entrarmos nesse ecossistema teremos dificuldade de competir com o mundo”, afirma.

E é justamente essa ideia de cadeia híbrida que é abordada no Congresso Internacional Abit. Realizado desde ontem até hoje (22 e 23), no Expominas, o evento trouxe o tema: “Fim das fronteiras: da criação ao consumo”. Essa é a primeira vez que o congresso acontece em Belo Horizonte e foi estrategicamente incorporado à programação do Minas Trend.

“O ambiente do Minas Trend é propício para discutir o tema, pois ele reúne matéria-prima, passarela, compra e venda, além de muita informação sobre o setor. É um movimento integrado e que vai nessa linha de busca de soluções conjuntas para o segmento”, afirma.

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