Mr. Black Café projeta faturamento de R$ 42 milhões e alcançar 50 unidades em 2026

Fundada em Belo Horizonte, a Mr. Black Café Gourmet acelera a expansão pelo País com modelo de franquias e produção centralizada
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Mr. Black Café projeta faturamento de R$ 42 milhões e alcançar 50 unidades em 2026
A Mr. Black Café Gourmet teve sua primeira unidade franqueada em 2014 | Foto: Divulgação / Mr.Black Café Gourmet

Fundada em Belo Horizonte, a rede de cafeterias Mr. Black Café Gourmet despontou no mercado e está em pleno crescimento. A empresa, que em 2025 faturou R$ 33 milhões, planeja alcançar R$ 42 milhões e um total de 50 unidades até o fim do ano. A rede de franquias se diferencia por concentrar toda a produção de salgados e doces, além de ter uma curadoria que seleciona os cafés especiais produzidos em Minas Gerais.

Conforme o CEO e um dos fundadores da Mr. Black Café Gourmet, Cristian Figueiredo, a história da empresa começou em 2006. Enquanto cursava ciência da computação e estagiava na área, surgiu a oportunidade de abrir uma cafeteria ao lado do pai no Shopping Cidade, no Centro de Belo Horizonte.

“Eu comecei um estágio em ciência da computação e vi que aquilo não era o que queria para minha carreira. Então, quando surgiu a oportunidade, me interessei em seguir com meu pai. Saí do estágio, mas me formei e, isso, me ajudou muito no entendimento de problemas lógicos e da tecnologia dentro da empresa”, observou.

Dois anos depois de abrir a unidade no Shopping Cidade, uma segunda loja foi inaugurada no Minas Shopping, região Nordeste da Capital. Foi nesse momento que a marca Café Cidade mudou oficialmente para Mr. Black Café Gourmet.

“Em 2006, a cafeteria era uma lanchonete com maior variedade de produtos e não tinha foco em café. Entre 2007 e 2009, entendemos que o mercado estava mudando. Viajamos para conhecer cafeterias na Argentina, nos Estados Unidos e em São Paulo, fizemos cursos e começamos a estruturar um negócio especializado em cafés. Aplicamos esse aprendizado na empresa e seguimos acompanhando o mercado para atualizar a marca e os projetos das lojas. Desde 2008, também passamos a trabalhar exclusivamente com cafés especiais”, disse.

Cristian Figueiredo
O CEO Cristian Figueiredo explica que, desde o início, a Mr. Black se posiciona como uma cafeteria premium | Foto: Divulgação / Mr.Black Café Gourmet

Com o crescimento da marca, o mercado promissor e o interesse de empreendedores em investir em uma unidade, inclusive fora de Belo Horizonte, Figueiredo começou a estudar e a estruturar o modelo de franquias, sendo a primeira unidade franqueada aberta em 2014. Hoje, a rede conta com 47 lojas, sendo sete próprias. Além de Minas Gerais, há lojas também em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia.

“Começou a surgir muita procura de pessoas querendo abrir lojas em outras cidades. A gente não conhecia o mercado de franquias e buscamos uma consultoria para estruturar a marca. A partir daí, iniciamos a expansão”, contou.

Produtos de alto padrão

Figueiredo explica que, desde o início, a Mr. Black se posiciona como uma cafeteria premium, focada em experiência e qualidade dos produtos oferecidos. Para manter a qualidade e o padrão, a empresa investiu na verticalização da produção. Desde 2017, todos os doces e salgados vendidos nas unidades são produzidos em uma cozinha central localizada em Belo Horizonte e distribuídos para as lojas da rede.

“Quando começamos a franquear, entendemos que era importante criar um diferencial competitivo. Hoje temos uma cozinha central que produz os doces e os salgados e envia para todas as lojas do Brasil. Isso permite controle de qualidade, controle de custos e padronização”, explicou.

Os cafés utilizados pela rede são provenientes exclusivamente de fazendas mineiras das regiões do Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Mantiqueira de Minas. A torra é realizada em uma microtorrefação na capital mineira, após processo de curadoria e seleção dos grãos.

“A gente trabalha somente com café especial de Minas Gerais. Temos parceiros que fazem a curadoria, selecionam e validam os grãos antes da compra. Depois, o café é torrado artesanalmente em Belo Horizonte”, disse.

A marca conta com três modelos de negócios: quiosque para shopping; loja de rua ou espaço corporativo; loja para shopping e aeroportos. O investimento inicial é de R$ 250 mil e o retorno previsto fica entre 24 e 36 meses.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.

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