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Negócios

A alteração na linha marítima da operadora logística dinamarquesa Maersk Hamburg-Sud, que a partir de fevereiro não passará mais pelo terminal de Itaguaí, em Sepetiba, no Rio de Janeiro, indo direto para o porto de Santos, em São Paulo, deve provocar aumento de custos para o escoamento de produção de empresas exportadoras de Minas Gerais que usam o terminal fluminense. A mudança de rota, que vale só para o embarque de mercadorias com destino à Ásia, deve atingir, especialmente, o setor de ferro-ligas, como o ferro-gusa, importante insumo para a siderurgia.

De acordo com o consultor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), no próximo dia 29, será realizado um encontro, na sede da entidade, na Capital, entre representantes da indústria mineira, sindicatos, operadores logísticos e principais empresas exportadoras de Minas Gerais, com o objetivo de alinhar estratégias para a manutenção da escala no terminal fluminense.

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Brito explicou que, por essa rota, escoam cargas produzidas por diversos segmentos da indústria mineira, inclusive carga em contêineres. Caso a decisão de retirar o porto de Itaguaí da rota seja efetivada, segundo ele, as exportações das indústrias mineiras passarão a ser realizadas pelo porto de Santos, refletindo em aumento de custos.

“As consequências da eliminação da escala em Itaguaí e seu desvio para Santos seriam danosas para as indústrias exportadoras, com custos mais elevados do frete para Santos”, alertou Brito. Além disso, o consultor da Fiemg também acredita que os custos com serviços portuários também podem aumentar.

Prejuízos – Em nota, o presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), Fausto Varela Cançado, avalia que a mudança na rota pode trazer prejuízos, com a concentração de embarque em apenas um porto (seleção de carga, omissão de embarques, entre outros). “Caso essa mudança se efetive, o impacto será grande para as empresas mineiras que utilizam o porto de Itaguaí para exportação de seus produtos em contêiner”, anotou no documento.

Para o presidente do Sindifer-MG, um vez que os custos aumentem, as empresas também podem perder competitividade, já que a única opção para o escoamento da produção será o porto de Santos. “As despesas portuárias serão diferentes em muitas operações, elevando os custos da logística interna”, pontuou Cançado, no documento.

A Fiemg informou, ainda, que, de acordo com os sindicados envolvidos, não haveria motivos econômicos para a suspensão da rota, uma vez que os navios estão saindo de Itaguaí com 100% de ocupação e, às vezes, adiando embarques por falta de espaço. “Os produtos exportados possuem excelente valor competitivo no mercado asiático”, acrescentou o presidente do Sindifer-MG.

A Maersk Hamburg-Sud é uma empresa dinamarquesa integrada de logística de contêineres. A companhia é líder global em serviços de navegação, operando em 130 países e empregando cerca de 70 mil pessoas.

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