Parques turísticos ganham força como motores do desenvolvimento regional
O setor de parques e atrações turísticas brasileiro registrou 143,2 milhões de visitantes em 2025, alta de 5% sobre o ano anterior. O número foi divulgado na 7ª edição do Sindepat Summit, realizado de 12 a 15 de maio no Rio de Janeiro, e ecoa uma movimentação que já alcança o interior de Minas Gerais: a convergência entre turismo, lazer e mercado imobiliário.
Entre os participantes mineiros estavam o empresário Cassio Maia, da Habitat Loteamentos, com atuação há mais de quatro décadas nas regiões de Passos, Serra da Canastra e Capitólio, e o arquiteto Manoel Moraes, sócio do escritório M+M Arquitetura e Design. O M+M acumula, em 40 anos, projetos residenciais, comerciais e de loteamentos em diversas regiões do País, experiência diretamente alinhada às discussões do Summit sobre urbanização turística e desenvolvimento de destinos. A presença de ambos não foi circunstancial, mas integra um movimento crescente de empresários mineiros que buscam no turismo e no lazer novas frentes de valorização imobiliária.
A representação mineira no Summit foi além do Sul do Estado. Clinger Carlos, à frente do AquaMais, parque aquático em implantação em Betim, na Grande BH, com investimento inicial de R$ 80 milhões, participou do encontro como visitante. Já Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Hotéis, com forte presença em destinos turísticos mineiros, compôs a programação como palestrante.
A concentração de lideranças mineiras no evento expõe um fenômeno em curso: Minas Gerais começa a se posicionar de forma mais estratégica dentro da cadeia nacional do turismo e do entretenimento.
Para Cassio Maia, o Summit abriu uma perspectiva que transcende o turismo. A conexão entre atrativos naturais, poder público e o mercado de condomínios e loteamentos emergiu, ao longo dos painéis, como uma das frentes mais promissoras para o desenvolvimento regional.
“O Sindepat, seus colaboradores e parceiros nos mostraram exatamente onde se encontra o mercado de parques e atrações, suas perspectivas e oportunidades, sem exageros. O que vimos aqui nos confirma que os ativos turísticos geram destinos, em especial em regiões como Furnas, Serra da Canastra e Passos. Temos um potencial enorme: os atrativos naturais já existem, e a tendência é que condomínios e loteamentos que souberem se integrar a esse ecossistema passem a ter valor muito superior no mercado”, afirma Maia.
“O que estamos percebendo agora é que a proximidade com um parque, com uma atração ou com um corredor natural bem estruturado deixou de ser um diferencial e passou a ser um critério de decisão. Quem entender isso antes vai sair na frente”, avalia.
Nesta edição, o Sindepat Summit reuniu mais de 500 inscritos e 40 expositores no Rio de Janeiro, pela primeira vez sede do evento. O encontro incluiu a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre Embratur e Sindepat, voltado à promoção internacional de parques naturais brasileiros.
No encerramento, Pablo Morbis, CEO do Grupo Cataratas e presidente do Conselho do Sindepat, defendeu que parques e atrações turísticas têm papel estruturante na formação de destinos.
“No nosso mercado, não temos concorrência, somos parceiros. Quantos mais parques e atrações, mais forte fica o destino”, disse.
O grupo mexicano Xcaret, da Riviera Maya, foi apresentado como case de turismo sustentável com impacto econômico regional: um modelo que combina preservação ambiental, geração de empregos e reinvestimento dos lucros em novos produtos e serviços.
A leitura que os empresários mineiros trazem do Summit é a de um setor em expansão e cada vez mais integrado ao mercado imobiliário e ao desenvolvimento econômico regional.
O crescimento do turismo de experiência e dos parques temáticos começa a impulsionar também o mercado imobiliário mineiro, especialmente em regiões com forte vocação natural, como Serra da Canastra, Furnas e Capitólio. Empresários do Estado veem nos atrativos turísticos uma nova frente de valorização regional e de desenvolvimento econômico.
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