Radix prevê faturamento de R$ 80 milhões até 2030
Minas Gerais vem se consolidando como um dos principais polos nacionais para investimentos em transformação digital industrial. O avanço da automação, da inteligência artificial e das soluções voltadas à eficiência operacional está impulsionando a demanda por empresas especializadas em tecnologia e engenharia aplicada à indústria, especialmente nos setores de mineração, agroindústria e energia. Neste cenário, a Radix, multinacional brasileira de tecnologia e engenharia, projeta um crescimento de 23% no faturamento em Minas Gerais para este ano.
A expectativa é impulsionada principalmente pelo setor de mineração, que mostra, atualmente, um movimento mais ágil na adoção de tecnologias que podem ampliar a produtividade e a eficiência. A estimativa é seguir crescendo dois dígitos em faturamento ao ano e chegar a 2030 com uma receita de R$ 80 milhões no Estado.
Com sede global no Rio de Janeiro e presença internacional em mais de 40 países, a companhia conta com um escritório em Belo Horizonte desde 2011. A Radix conduz projetos voltados ao desenvolvimento de softwares customizados para atender às necessidades específicas de cada cliente. As soluções utilizam análises preditivas para antecipar falhas, evitar paradas não programadas e ampliar a eficiência de operações industriais e energéticas.
O diretor global de Manufatura da Radix, Carlos Henrique Rios Loyola, explica que o retorno do investimento para as empresas é importante para a competitividade. “O ganho principal com os investimentos em tecnologia vem na capacidade de fazer mais com menos. O principal impacto que a gente tem visto junto aos clientes é na redução de custos que vem da maior eficiência operacional”.
Loyola avalia o mercado de Minas Gerais como estratégico tanto pelo potencial industrial quanto pela formação de mão de obra qualificada. Atualmente, a Radix conta com cerca de 180 colaboradores no Estado, reforçando a aposta na mão de obra local especializada.
“Quando a gente olha para as outras indústrias que são fortes no Brasil, mas em especial aqui em Minas Gerais, tanto a agroindústria quanto a cadeia de metais e mineração, são indústrias que ainda estão em um momento de maturidade mais inicial. O mercado mineiro vive um momento importante de amadurecimento tecnológico com grandes empresas da mineração, como a Vale, investindo. Com isso, as empresas estão percebendo que existe um valor significativo a ser destravado por meio da digitalização e da inteligência operacional”, disse.
A expectativa do mercado é de crescimento acelerado nos próximos anos, sustentado pela necessidade das empresas de reduzir custos, aumentar produtividade e ampliar a competitividade em um cenário global mais desafiador.
Segundo ele, o crescimento atual é puxado principalmente pela mineração, mas o setor elétrico e a agroindústria também apresentam perspectivas promissoras de expansão tecnológica nos próximos anos.
“Assim como em Minas, são setores vocacionais do Brasil. O País é globalmente muito forte em mineração, muito forte no agronegócio e muito forte e respeitado no setor elétrico. Por isso, acreditamos que haverá esse crescimento forte. O Brasil não vai perder esse protagonismo global dentro desses setores”.
o principalmente pela mineração, mas o setor elétrico e a agroindústria também apresentam perspectivas promissoras de expansão tecnológica nos próximos anos.
“Assim como em Minas, são setores vocacionais do Brasil. O País é globalmente muito forte em mineração, muito forte no agronegócio e muito forte e respeitado no setor elétrico. Por isso, acreditamos que haverá esse crescimento forte. O Brasil não vai perder esse protagonismo global dentro desses setores”.
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