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Villa Nova SAF reinaugura CT com previsão de projetos para infraestrutura

Clube mineiro, que recebeu investimentos do Boston City Group, planeja construção de hotel e arena multiuso, entre outras ações
Villa Nova SAF reinaugura CT com previsão de projetos para infraestrutura
Foto: Will Gonçalves

O Centro de Treinamento (CT) Anísio Clemente, do Villa Nova Futebol Clube, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), acaba de ser reinaugurado. O projeto conta com o apoio da prefeitura e marca o início da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube mineiro. Além dessa iniciativa, ações de melhoria das estruturas do time estão previstas para os próximos anos, incluindo a instalação de um novo alojamento no CT e intervenções no Estádio Municipal Castor Cifuentes.

O CEO do Villa Nova SAF, Sergio Pinheiro, destaca que o êxito na gestão de um clube de futebol está ligado à infraestrutura. A volta do CT, segundo ele, permitirá a retomada das operações das categorias de base do Villa Nova após quase uma década. “Isso só é possível, dentro de uma visão estratégica de operação, a partir do momento em que possuímos campos suficientes e acomodações de qualidade para os atletas”, defende.

A nova estrutura, que voltou a funcionar na última sexta-feira (20), oferece novos refeitórios, vestiários, academia e centro médico totalmente integrados, o que possibilita, conforme Pinheiro, a realização de trabalho com um volume maior de atletas, sem a necessidade de procurar outros locais e municípios. O espaço foi entregue por meio de concessão da prefeitura.

O centro de treinamento, inaugurado em 2014, recebeu intervenções para atingir um padrão técnico de excelência. A estrutura conta com quatro campos de gramado natural, equipados com sistemas modernos de irrigação automática e drenagem profunda. O complexo abriga ainda um edifício administrativo e técnico, uma estrutura para hall de recepção, além de salas de reunião, centros de saúde e fisiologia e um auditório para palestras e análise de desempenho.

Nova instalação e estádio multiuso

Centro de Treinamento Anísio Clemente, do Villa Nova Futebol Clube, em Nova Lima, Minas Gerais.
Foto: Otávio Silva

No entanto, Pinheiro pontua que a entrega do novo CT atende apenas uma parte do planejamento para o clube. De acordo com o CEO da SAF, ainda para 2026, está previsto o início das obras de construção de um hotel exclusivo para a equipe profissional do time, que servirá como um prédio auxiliar da operação.

Esse projeto está alinhado aos planos para o clube dentro de campo, que envolvem o retorno para a primeira divisão do futebol mineiro neste ano e uma volta às divisões do futebol nacional nos próximos anos. “Esperamos que, dentro da cronologia natural, possamos, dentro de três ou quatro anos, estar na segunda divisão do Campeonato Brasileiro”, completa.

O projeto de melhorias na infraestrutura do Villa Nova conta com aportes que estão previstos no plano inicial de investimentos de R$ 30 milhões para os próximos dez anos, apresentado pelo Boston City Group na fase de negociação para aquisição da SAF. O dirigente ressalta que esse valor tende a subir com o passar dos anos e com o alcance das metas traçadas.

Dentro desse projeto está a criação de uma arena multiuso, com o objetivo de atender todas as exigências relacionadas à capacidade do estádio, que atualmente é de 5,3 mil pessoas. A expectativa é desenvolver um espaço mais tecnológico, apto a receber shows, eventos e demais atividades voltadas ao entretenimento.

O CEO do Villa Nova SAF ressalta que tudo isso ainda está em uma fase muito prematura de estruturação e validação, licenças e orçamentação do projeto. “Eu espero que, nos próximos 90 a 120 dias, possamos ter um projeto pré-estabelecido, com prazo de obras e definições de valores de investimentos”, declara.

Demais projetos do Boston City Group

Estádio do Boston City Brasil em Manhuaçu, Minas Gerais.
Foto: Divulgação/ Boston City

O Boston City Group é formado por cinco clubes de futebol, sendo quatro no Brasil e um nos Estados Unidos. Entre eles está o Boston City Brasil, da cidade de Manhuaçu, na Zona da Mata Mineira. Assim como o Villa Nova, o clube também está passando por um processo de melhorias na infraestrutura.

Pinheiro pontua que o planejamento do grupo envolve a continuidade dessas intervenções, incluindo a inauguração do campo de futebol oficial nos padrões exigidos pela Fifa e a grama sintética em maio deste ano.

Além disso, ele relata que a empresa já está entregando uma parte do estádio multiuso, com capacidade para 12 mil pessoas sentadas, podendo chegar a 30 mil pessoas em dias de eventos culturais e de shows.

O grupo multiclubes também controla o Americano, de Campo dos Goytacazes (RJ). Nesse caso, o Boston City Group, segundo o dirigente, está com um estádio semipronto com capacidade para 15 mil pessoas. Atualmente, cerca de 70% das obras no local já foram concluídas e será a terceira estrutura renovada pela empresa.

O CEO do Villa Nova SAF menciona ainda outro projeto, envolvendo o Juventude, da cidade de Louveira (SP), que deverá ser desenvolvido no longo prazo, visando uma relação com a região e o desenvolvimento das categorias de base. Outro time que integra a rede do grupo é o norte-americano Boston City USA.

Quanto a uma possível aquisição de mais um clube, Pinheiro garante que, neste momento, não há planos para essa operação. Ele destaca que o objetivo é reforçar o ecossistema atual, consolidando os integrantes no planejamento. No entanto, o CEO esclarece que o grupo ainda não atingiu o limite de suas aspirações.

“É uma realidade dinâmica, no ano passado nós analisamos quase 30 clubes em negociação, seja para compra ou para parcerias, e optamos por evoluir com o Americano no início de 2025 e com o Villa Nova no final do ano”, lembra.

O dirigente ressalta o caráter formador de atletas e o olhar social da empresa. Pinheiro relata que o Boston City Group busca oferecer outras oportunidades no ambiente esportivo aos jovens que não conseguem realizar o sonho de se tornarem jogadores profissionais.

“Nós, enquanto grupo, prezamos muito por dar essa visão e essa oportunidade para que esses atletas que encerram no meio da jornada possam trabalhar dentro do mercado esportivo”, conclui.

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