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Opinião

Stefan Salej*

O que em Minas, e em especial suas elites econômicas, menos querem ouvir é que os desastres do setor de mineração têm uma repercussão maior do que elas acham. A ausência do atual presidente da maior entidade industrial do Estado, não voltando do exterior para liderar a resposta do setor industrial ao acidente em Brumadinho, mostra como as pessoas que são responsáveis pelo desenvolvimento do Estado reagem: veja se passa e esqueçamos o assunto. Memória curta É o que todos estão querendo. Vamos olhar para o futuro, esqueça o passado ou, como um gênio da liderança industrial disse: temos que ser racionais neste momento.

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Uma coisa é como as elites mineiras e a direção da Vale querem que isso seja visto. Outra coisa é a dor das famílias. E o terceiro item nessa percepção é como o mundo nos vê.

As empresas hoje têm acionistas estrangeiros, ou diretos ou através  de fundos de investimentos. Isso vale para a MRV, Kroton, Localiza, Cemig, Anglo American, Nestlé, Copasa, FCA, e assim adiante. E a maioria desses fundos tem regras de governança rígidas, em especial quanto ao meio ambiente. Essas empresas inclusive cumprem as regras. Mas, o acidente em Brumadinho espalhou a dúvida sobre como o estado de Minas administra essas questões. 

E os acionistas e as gestoras desses fundos já começaram a questionar se a lama e os assassinatos lá atingiram empresas e áreas onde atuam. Ninguém quer estar associado a empresas e sistemas que provocam esse tipo de desastres. É pura ilusão achar que Brumadinho como Mariana, não vão afetar novos investimentos no Estado. Ao invés de virem investidores responsáveis, o Estado vai abrir o caixa, piorando a situação, aos mais depredadores e usurpadores dos cofres públicos.

Uns primeiros sinais de como a imagem de Minas destruída tem afetado já aconteceram. Já começam a ser cancelados novos investimentos na área de agronegócios. E não se iludam porque que na decisão sobre a nova fábrica de motores da FCA em Betim isso vai pesar. 
O sinal amarelo acendeu.

A solução não passa por melhor comunicação, veja o desastre que é a comunicação da Vale, mas por demonstração clara e inequívoca do chefe do governo mineiro. Aliás, como o novo presidente da Cemig chamou o governador, de que o passado não vai se repetir e que o futuro é qual mesmo? Só a autoridade moral e a liderança do governador podem garantir que haverá mudança e que em Minas o meio ambiente terá um novo tempo.

Fazer isso, com o secretário da área do governo anterior perambulando pelos corredores do mal feito do novo governo e apoiado pelos ilustres industriais, será difícil.

O governo tem poucas opções e, se não mudar de fato o paradigma de desenvolvimento e mostrar isso aos investidores, nem o novo presidente do BDMG trazido da China vai resolver. Não se trata de imagem, mas de mudança de fatos que engalanaram e ensanguentaram o retrato de Minas.
Com a palavra governador.

*Ex-presidente do Sebrae Minas e da Fiemg, Vice-presidente do Conselho do Comércio Exterior da Fiesp e Coordenador adjunto do Gacint – Grupo de acompanhamento da conjuntura internacional da USP

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