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Opinião
Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

Minas Gerais antecipou em um ano a meta de potência instalada de fonte de energia solar, chegando aos 2 gigawatts (GW) previstos para o final de 2022. Esta marca é resultado de investimentos da ordem de R$ 9,9 bilhões contados desde 2012 e, conforme noticiado no DC, considerados também os projetos em implantação o Estado lidera o setor no Brasil, somando 11,9 GW, correspondentes a 35% da potência outorgada para grandes usinas no País. E não é tudo. A potência instalada através de pequenos e médios sistemas em residências, indústrias e comércio corresponde a 18% da geração própria no País, num total estimado de 117 mil conexões.

Destacar estes números é bem mais que o registro da posição alcançada pelo Estado. Trata-se antes de comprovar o potencial dessa fonte de energia, demonstrando ao mesmo tempo suas vantagens econômicas, seja pela entrega final, seja pela pulverização dos investimentos. Por outro lado o registro coincide com um momento em que o País esteve muito próximo do colapso do sistema elétrico, que tem por base usinas hidrelétricas cujos reservatórios chegaram a níveis críticos devido ao regime pluvial. A intensidade das chuvas desde o mês passado bastou para reduzir o risco, mas não o custo da operação, garantida no momento com a operação de usinas termelétricas, movidas a óleo ou gás natural.

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São riscos que nos ensinam, ou deveriam ensinar, que é necessário e possível diversificar as fontes de geração, tendo em conta inclusive as limitações existentes para a construção de novas hidrelétricas de grande porte. Os custos embutidos nessa alternativa, seja nas usinas, seja nas linhas de transmissão, deveriam bastar como argumento de convencimento com relação às vantagens das alternativas ao alcance, aí incluídos também os sistemas eólicos. Considerada a fragilidade da oferta atual, que já não seria suficiente para atender à demanda se a economia estivesse operando a plena carga, sobra a conclusão de que, primeiro, já estamos atrasados e, segundo, que as soluções que melhor respondem, considerados custos e tempo necessário de implantação/operação, estão justamente nas fontes alternativas.

Interessante destacar que Minas Gerais, berço e modelo do sistema elétrico brasileiro e das grandes hidrelétricas construídas a partir da segunda metade do século passado, prossegue um passo à frente na direção do futuro. Cabe esperar que a experiência local, que simplesmente obedece à logica, seja mantida e expandida, ao mesmo tempo continuando a servir de modelo para o País, quem sabe para sustentar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, como aconteceu no século passado, tendo como um dos principais suportes justamente a oferta de energia abundante e a preços competitivos.

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