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Opinião
REUTERS/Ricardo Moraes

As pedras do tabuleiro político brasileiro prosseguem em movimento, numa pauta que parece imutável, já que o único objetivo são as eleições ou, mais diretamente, a conquista do poder. Na administração federal e nos estados, apesar das dificuldades enfrentadas e que demandam articulação e gestão, o atual presidente da República e muitos dos governadores, que não completaram nem um ano nos respectivos cargos e têm pouco a apresentar, já se articulam, e abertamente, tendo como alvo a eleição de 2022. Falam de poder e pouco ou nada dizem sobre os respectivos projetos de governo que, estes sim, deveriam estar no centro das discussões.

Por exemplo, em recente entrevista o ex-senador Jorge Bornhausen, ainda hoje reconhecido como um dos caciques da política brasileira e bom conhecedor de seus bastidores, já tem o seu cenário para 2022, em que enxerga Bolsonaro disputando a reeleição, porém enfraquecido pelas falhas de sua articulação política e por não apresentar resultados. Ainda assim, acredita que o atual presidente tem condições para chegar ao segundo turno, porém – e este é o ponto – sem condições de barrar uma nova aliança de centro, que muito provavelmente teria como candidato o apresentador Luciano Huck. Essa aglutinação centrista, imagina o ex-senador, seria fortalecida pelo veto às coligações proporcionais que por sua vez reduziria o quadro partidário, facilitando também a aprovação do sistema de voto distrital misto.

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Bornhausen acredita também que este novo contexto, combinado com as dificuldades presentes, poderá favorecer, e mais rapidamente do que a maioria imagina, uma marcha na direção do parlamentarismo. Em última análise ele está falando, ainda que timidamente, da reforma política, passo essencial para que o País reencontre caminhos melhores, mas chama atenção, nas suas avaliações, a falta de qualquer referência a projetos para um possível governo. É nesse sentido que os movimentos do tabuleiro político, todos eles, impressionam mal, inclusive, ou principalmente, a antecipação das discussões objeto desse comentário.

É como se todos pensassem no poder, imaginando subir a rampa do Palácio do Planalto e chegar à cadeira presidencial apenas com movimentos de conveniência. Nesse vazio faltam também, e principalmente, projetos de Estado, permanentes e focados em prioridades, em objetivos a alcançar como reflexo íntegro da vontade da maioria, da racionalidade que tem faltado, da óbvia constatação de que o imediatismo permanece, dando razão àqueles que acreditam que as promessas de mudanças no mundo real caminham na direção contrária.

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