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Bruno Engler defende desburocratização e revisão do Plano Diretor de Belo Horizonte

O candidato à PBH apresentou suas propostas ao lado do deputado federal e colega de partido Nikolas Ferreira (PL)
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Bruno Engler defende desburocratização e revisão do Plano Diretor de Belo Horizonte
Crédito: Diário do Comércio/ Mara Bianchetti

Líder no 1º turno, o deputado estadual Bruno Engler, candidato à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) pelo PL, apresentou suas propostas a representantes do setores industrial e de comércio, bens e serviços de Minas Gerais, na manhã desta segunda-feira (14).

Entre as medidas defendidas, a desburocratização da obtenção de licenças e alvarás, a revisão do Plano Diretor e do código de posturas da cidade, e o que ele chamou de “abertura da caixa preta da BHTrans”, citando aquela que foi uma das principais promessas de governo do ex-prefeito Alexandre Kalil.

“Hoje eu falo aqui para aqueles que muitos tentam pintar como os vilões. Porque neste País, tentam colocar quem gera emprego e oportunidade assim. Mas são instituições como a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) e a Fecomércio MG (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais) que fazem a economia da cidade girar e nosso País se desenvolver. A atual gestão trata essas pessoas como inimigas. Temos burocracias injustificáveis e isso precisa ser revisto. É compromisso nosso mudar isso”, iniciou seu discurso.

Já o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, abriu a agenda falando da importância de o setor produtivo participar de discussões e da construção das políticas de governo da cidade. E disse que ao fim do evento entregará ao candidato um caderno com propostas que a entidade tem para Belo Horizonte.

“Nossa capital é muito relevante, reúne quase 40% do PIB (Produto Interno Bruto) de Minas Gerais. É um motor da RMBH (Região Metropolitana) e o setor privado entende que há discussões fundamentais, como a discussão do Plano Diretor, que sofreu alterações recentes, teve melhorias, mas ainda precisa ser melhorado e muito. Capitais do mundo inteiro estão se adensando e beneficiando o meio ambiente, a mobilidade e a moradia, e Belo Horizonte não”, exemplificou.

Sobre esse ponto, Engler garantiu que é seu compromisso rediscutir o plano, ampliar o direito de construção na cidade e criar opções sociais. Ele apresentou suas propostas ao lado do deputado federal e colega de partido Nikolas Ferreira (PL).

Setor fala sobre dificuldade de empreender em Belo Horizonte

Roscoe também falou sobre as queixas de empresários que desejam investir e empreender na capital mineira e encontram dificuldades. Ponto também abordado pelo presidente da Fecomércio MG, Nadim Donato.

“O sistema da prefeitura se tornou muito lento e isso atrapalha o desenvolvimento e a empregabilidade de Belo Horizonte. Temos projetos de milhões de investimentos parados por causa dessa burocracia”, citou o representante do setor de comércio, bens e serviços.

O candidato, por sua vez, falou de uma mentalidade existente no Brasil que só gera mais imposto. E defendeu “uma fatia menor de um bolo considerável, do que uma fatia enorme de bolo minúsculo”.

“Temos questões do código de posturas que não conseguimos entender. A questão das placas dos comerciantes, por exemplo. É preciso cooperar”, resumiu.

Ele também lembrou que embora a indústria não seja a grande força motriz da cidade, a existência do Vale do Jabotá, precisa ser lembrada.

“Lá temos problemas de invasão, roubo e furto. E precisamos cuidar da segurança. Hoje temos um prefeito que fala que segurança pública não é com ele. E eu tenho, ao meu lado, a coronel Cláudia, primeira mulher a comandar o policiamento da Capital, e que sabe tudo sobre segurança pública. A segurança vai garantir a capacidade da indústria de se desenvolver”, afirmou.

Engler promete conferir contratos com as empresas de ônibus

Por fim, sobre o transporte público, Engler falou que, se eleito, vai conferir contrato por contrato da PBH para entender para onde está indo o dinheiro do cidadão belo-horizontino, principalmente, os contratos com as empresas de transporte público da cidade.

“Somos capital dos bares e restaurantes e temos que encerrar os serviços à meia noite, porque não tem ônibus para os funcionários voltarem para casa. É preciso questionar, mas, para isso, precisa ter peito. Temos um prefeito que está no bolso dos empresários de ônibus e ele não vai questionar”, disse.

Nesta segunda-feira, a Fiemg e a Fecomércio MG recebem os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte para debater suas propostas para o setor produtivo da capital mineira. O atual prefeito, Fuad Noman (PSD), que concorre à reeleição, falará aos presentes logo após a participação de Engler.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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