Política

Pré-candidatos à Presidência falam em direita unida contra Lula

Reunidos em evento sobre o agronegócio em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (1º), Flávio Bolsonaro, Zema e Caiado fugiram das polêmicas, como o caso Master, para atacar o governo petista
Pré-candidatos à Presidência falam em direita unida contra Lula
Foto: Phillipe Guimarães

Os pré-candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) participaram, nesta segunda-feira (1), do Eloos Agronegócio, no Expominas, região Oeste de Belo Horizonte. O objetivo central do evento, organizado pela Rádio Itatiaia, ao reunir lideranças, autoridades e especialistas, era debater os desafios, a inovação, a sustentabilidade e o futuro da cadeia produtiva do agronegócio, uma vez que o setor movimenta aproximadamente um terço da economia brasileira e é um pilar vital para Minas Gerais, correspondendo a mais de 20% do PIB do Estado.

Mas o ano eleitoral mudou o foco dos pré-candidatos presentes, que não perderam a oportunidade de apresentar suas propostas econômicas para o agronegócio, bem como de fazer duras críticas às políticas desenvolvidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em clima de campanha eleitoral, os três presidenciáveis afirmaram que a direita vai se unir no segundo turno para derrotar o presidente Lula. “Nós, da centro-direita, vamos unidos para impedir que o PT quebre o Brasil”, assinalou Flávio Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema evitaram falar sobre as investigações da Polícia Federal que apontam que os repasses, supostamente intermediados pelo senador do PL, envolveram um montante milionário e estão sob apuração por suspeita de lavagem de dinheiro e desvio de recursos do banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, que em um primeiro momento chegaram a cogitar uma aliança para disputar as eleições presidenciais na mesma chapa, acabaram se distanciando quando o ex-governador mineiro fez duras críticas ao senador carioca. A crise gerou o afastamento político entre os dois e colocou em xeque as alianças da direita para o pleito presidencial. As diferenças ficaram de lado, e o objetivo de vencer o presidente Lula unificou os três.

Sobre a possibilidade de compor chapa com o ex-governador de Goiás na disputa pela Presidência, Zema reiterou que ambos seguem como pré-candidatos, mas que certamente estarão unidos em um eventual segundo turno.

O ex-governador Ronaldo Caiado também defendeu a união do que chamou de centro-direita para “botar o PT para fora da Presidência“. Ele defendeu que os candidatos devem buscar fazer uma campanha de alto nível respeitando os adversários para que os políticos do mesmo espetro ideológico não causem “feridas” que não poderão ser “curadas” no período que separa o primeiro do segundo turno das eleições presidenciais. Caiado afirmou que essa possível união entre ele e Zema é algo a ser estudado mais adiante, a depender do desempenho de cada um nos próximos meses.

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