Países correm para corrigir vulnerabilidade descoberta por IA que afetou 70% dos sites globais

Falhas críticas pela IA poderiam permitir que agentes mal-intencionados obtivessem o controle de um servidor web remotamente sem precisar de uma senha
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Países correm para corrigir vulnerabilidade descoberta por IA que afetou 70% dos sites globais
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

Governos e corporações trabalharam durante toda a noite em atualizações de segurança urgentes após a descoberta de vulnerabilidades em uma linguagem de programação vital para 70% dos sites globalmente.

Muitos sites governamentais pareciam estar funcionando normalmente nesta quinta-feira (22), mas interrupções ou serviços limitados continuaram enquanto o trabalho de segurança está em andamento.

A divisão cibernética do Federal Bureau of Investigation (FBI, o serviço de inteligência dos Estados Unidos) alertou na quarta-feira (21) que as vulnerabilidades poderiam permitir que atores mal-intencionados executassem remotamente código na linguagem de programação PHP, que alimenta sites e aplicativos web. Isso aumentou o risco de dados sensíveis e redes serem comprometidos, disse a agência, que recomendou que os operadores tirassem os sites do ar se não pudessem atualizá-los imediatamente.

No Reino Unido, alguns serviços governamentais “limitados” podem estar temporariamente offline enquanto o trabalho é realizado para resolver possíveis problemas de cibersegurança, explicou o gabinete do primeiro-ministro. “Já foram realizados trabalhos em todo o governo para identificar e corrigir possíveis exposições aos nossos sistemas, e nossos especialistas continuam a trabalhar em estreita colaboração com a OpenAI e parceiros internacionais sobre este assunto”, disse uma porta-voz nesta quinta.

Duas falhas críticas identificadas pela IA poderiam permitir que agentes mal-intencionados obtivessem acesso não autenticado a sites, o que, em teoria, permite o controle de um servidor web remotamente sem precisar de uma senha, disse James Sullivan, Diretor de Ciber e Tecnologia no Royal United Services Institute, em Londres.

Tirar sites do ar enquanto se resolve o problema é “boa prática” e uma gestão de risco cibernético apropriada, mas é “surpreendente” que algumas das falhas tenham mais de uma década, acrescentou Sullivan.

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