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Turismo

Monte Verde contrata estudo de plano diretor

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Monte Verde foi considerado o segundo destino mais acolhedor do Brasil, perdendo somente para Penedo, no Rio de Janeiro | Crédito: Divulgação

Um dos destinos turísticos mais importantes de Minas Gerais, Monte Verde, Distrito de Camanducaia (Sul de Minas), busca estratégias estruturantes para planejar o futuro. Um passo importante foi a contratação de um estudo diagnóstico específico para subsidiar um Plano Diretor. A ideia é conduzida pela Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (Move).

De acordo com a presidente da Move, Rebecca Wagner, Monte Verde é uma região tão grande e com características tão específicas que o plano diretor do município não contemplava toda essa complexidade.

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“O plano diretor de Camanducaia estava defasado desde 2006 e no ano passado, a prefeitura resolveu modernizá-lo. Para isso foi contratada a consultora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Acontece que o município é muito grande, constituído pela sede e dois distritos totalmente diferentes, um rural e o nosso, turístico. Daí a necessidade de um plano diagnóstico específico de Monte Verde. Nosso objetivo é contribuir, somar, para a construção de um plano para Camanducaia mais eficiente”, explica Rebecca Wagner.

Para tanto, foi contratada a SG Urbanismo Inteligente, empresa sediada em Canela (RS), que atua com projetos similares em outros estados e também países, como Colômbia e Argentina. Desde setembro são realizadas oficinas com a população.

O projeto está sendo construído com base na vivência dos moradores e empresários. O levantamento tem a função de dar recomendações urbanísticas, critérios urbanísticos, novo saneamento e novos projetos para amparar o Plano Diretor e garantir um bom desenvolvimento para Monte Verde.

“Vamos apresentar o resultado para a UFMG, Prefeitura e Câmara dos Vereadores, que é quem, realmente, decide como será o Plano Diretor. Até aqui todas as conversas têm sido muito boas e todos entenderam que um diagnóstico feito por quem vive o cotidiano do lugar pode ajudar muito”, pondera.

Hospitalidade

Monte Verde foi considerado o segundo destino mais acolhedor do Brasil, segundo ranking anual do site de hospedagens Booking.com, atrás somente de Penedo (RJ), e seguido de Fernando de Noronha (PE). Foram selecionados os 10 destinos brasileiros com o maior percentual de propriedades que receberam avaliações positivas ao longo de 2020.

Ideia é garantir um bom desenvolvimento para Monte Verde | Crédito: Divulgação

Município do Sul de Minas adere à onda roxa

Para tentar conter a disseminação da Covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde, Monte Verde (Sul de Minas) vai aderir à onda roxa anunciada pelo governo do Estado. As medidas mais restritivas passam a valer a partir da meia-noite desta quarta-feira com duração prevista de 15 dias, e incluem a paralisação do turismo e do comércio neste período.

Para restringir a circulação de pessoas, haverá barreiras em Camanducaia e no distrito, que também contarão com fiscalização rigorosa pelas Polícias Militar e Civil, bem como pela Vigilância Sanitária. As novas regras, que incluem o funcionamento de restaurantes apenas para entrega e toque de recolher das 20h às 5h, foram publicadas no Diário Oficial da Prefeitura de Camanducaia ontem.

De acordo com a presidente da Move (Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região), Rebecca Wagner, a cidade tem respeitado as orientações das autoridades de saúde desde o início da pandemia, tendo, inclusive, sido reconhecida como exemplo nacional de retomada segura do turismo.

“Este é um momento em que a saúde pede que tenhamos paciência. Chegamos no limite do caos, nosso município é pequeno, não temos rede hospitalar. Portanto, é um momento de as pessoas tentarem fazer a parte delas, pois só assim vamos conseguir reabrir. O turismo continua não sendo o vilão e tem sido prejudicado, mas, a regra é para todos e não podemos querer ser exceção”, afirmou. Rebecca Wagner ressaltou, ainda, um pedido aos visitantes: “Não cancelem suas diárias, apenas remarquem. Logo poderemos reabrir nossos hotéis e pousadas em segurança”.

Desde o dia 8 de fevereiro, hotéis e pousadas do distrito funcionavam com 60% da capacidade, com liberação das áreas de lazer, toque de recolher fixado das 23h às 6h, multa de R$ 50 para quem não usasse máscara de proteção facial e multa de R$ 1.000 a pessoas confirmadas com Covid-19, ou com suspeita, que não cumprissem o isolamento social.

Até ontem, o Estado de Minas Gerais havia confirmado 980.687 casos e 20.715 óbitos por coronavírus.

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