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Tarifas aéreas têm queda de 2,2% no quarto trimestre de 2019

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Crédito: Divulgação

O valor da tarifa aérea média doméstica real registrou redução de 2,2% no 4º trimestre de 2019, em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o Relatório de Tarifas Aéreas Média Domésticas divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a média das passagens efetivamente comercializadas foi de R$ 430,73.

No mesmo período, o preço por quilômetro voado (Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real) foi de R$ 0,3567, diminuindo 0,5% em relação ao 4° trimestre do ano anterior.

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O levantamento mostrou ainda que, de janeiro a dezembro de 2019, 6,4% das passagens foram comercializadas com tarifas aéreas abaixo de R$ 100,00 e 46,1% abaixo de R$ 300,00. As passagens acima de R$ 1.500,00 representaram 1,5% do total.

Entre as principais empresas brasileiras, que representaram mais de 99,5% da demanda no quarto trimestre de 2019, observou-se redução em relação ao mesmo período de 2018 na tarifa média doméstica das empresas Azul (-7,2%, passando de R$ 527,31 para R$ 489,41) e Gol (-1,7%, passando de R$ 404,63 para R$ 397,70). A tarifa da Latam aumentou 6,8%, passando de R$ 399,14 para R$ 426,15.

Contexto – No ano, a Tarifa Aérea Média Doméstica Real foi de R$ 420,87, com aumento de 8% em relação a 2018. O valor do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real variou 8,5%, fechando o ano com média de R$ 0,3581.

O mercado de transporte aéreo brasileiro passou por profundas mudanças em 2019, com a saída de uma grande empresa com participação de 13% do mercado, a entrada de novas empresas em rotas no aeroporto de Congonhas (SP) e a retomada da demanda e oferta do transporte aéreo a partir de outubro de 2019.

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No mercado doméstico, as empresas aéreas brasileiras transportaram 95,3 milhões de passageiros pagos em 2019, 1,7% a mais que o verificado em 2018.

O preço do combustível e a taxa de câmbio, indicadores mais significativos em relação aos custos do setor, apresentaram aumento no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2018. O querosene de aviação, que corresponde a cerca de 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo¹ prestados pelas empresas brasileiras, teve média de preço 1,1% superior à de 2018.

Já a taxa de câmbio do real frente ao dólar manteve tendência de aumento em relação aos valores apurados em 2018. O dólar³ subiu 8% na comparação com igual período de 2018. A taxa de câmbio tem forte influência nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que, em conjunto, representam aproximadamente 50% das despesas dos serviços aéreos.

A inflação acumulada em 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,31%, superior ao centro da meta estipulada pelo Banco Central do Brasil, de 4,25%.

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