ChildFund Brasil promove noite de gala filantrópica em BH
O ChildFund Brasil promoveu, na quarta-feira (2), sua primeira noite de gala filantrópica, no Automóvel Clube de Minas Gerais, em Belo Horizonte. O evento celebrou os 60 anos de atuação da organização no País e reuniu cerca de 120 convidados, entre CEOs, lideranças empresariais, investidores sociais, influenciadores, jornalistas e personalidades ligadas às pautas de infância, educação e desenvolvimento social.
Entre os presentes estavam a presidente e diretora editorial do Diário do Comércio, Adriana Muls; o diretor executivo e de mercado do jornal, Yvan Muls; e a coordenadora de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da publicação, Giuliana Santos.
Logo na entrada, os convidados percorreram uma galeria imersiva com acervo fotográfico desde 1960, que resgatou as seis décadas de atuação da instituição no País. A noite teve ainda apresentações do grupo BatukaLata e da Orquestra do Grupo Sinfonia, além de uma pintura produzida ao vivo pelo artista Dan, arrematada em leilão beneficente ao lado de obras criadas por crianças e adolescentes atendidos pela organização. Os recursos arrecadados foram destinados a dois eixos: superação da pobreza e proteção contra a violência e o abuso sexual infantil. Durante o evento, o ChildFund também apresentou um novo vídeo-manifesto, produzido em parceria com a agência Repense, responsável pela comunicação da celebração.
Em discurso, o presidente executivo do ChildFund Brasil, Maurício Cunha, afirmou que a organização atua desde 1966 com o propósito de proteger crianças “para que seus direitos sejam garantidos e elas possam crescer com segurança, dignidade e oportunidades”.







Com sede em Belo Horizonte, o ChildFund Brasil chegou ao País em 1966 para atuar no combate à fome e à desnutrição infantil. Desde então, o escopo de atuação se ampliou. Em 2025, a organização alcançou 6,9 milhões de pessoas no Brasil, com presença em 23 estados e 200 municípios. Desse total, cerca de 140 mil eram crianças e adolescentes impactados diretamente. A organização integra ainda uma rede internacional associada ao ChildFund International, presente em mais de 60 países.
Uma avaliação de impacto social baseada no protocolo Retorno Social sobre o Investimento (SROI, na sigla em inglês) apontou retorno superior a R$ 7 em valor social para cada R$ 1 investido pela organização.
Debate
Nos últimos anos, o ChildFund passou a ocupar também espaço de destaque no debate legislativo sobre proteção infantil no ambiente digital. A organização contribuiu com dados para a discussão que resultou no ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), sancionado em setembro de 2025 e em vigor desde 17 de março de 2026. Um mapeamento realizado pela instituição em 2025, com cerca de 8.500 adolescentes de 13 a 18 anos de todas as regiões do País, identificou que 54% dos adolescentes brasileiros já haviam sofrido violência sexual na internet. A pesquisa mostrou ainda que 94% dos adolescentes não sabiam como proceder diante de situações de risco e que 55% dos que relataram interação com estranhos suspeitos disseram que ela ocorreu em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram.
Segundo a especialista sênior em advocacy do ChildFund Brasil, Águeda Barreto, o trabalho de letramento digital vai além de ensinar o uso de ferramentas. Envolve também orientar crianças e adolescentes sobre como denunciar casos de violência on-line e se proteger na internet. Essa frente se materializou no Safe Child, Escola de Proteção Digital, curso gratuito já implementado com os governos do Distrito Federal e do Paraná e com as prefeituras de Macapá (AP), Belo Horizonte (MG) e Vitória da Conquista (BA).
O diagnóstico também deu origem ao programa Navegando Seguros, desenvolvido em parceria com o ChildFund Austrália, que combinou educação digital, incidência junto ao Congresso Nacional, que resultou na aprovação do ECA Digital, e a versão brasileira do aplicativo SwipeSafe, com meta de alcançar mais de 35 mil crianças, adolescentes e jovens em 57 municípios.
A organização também recebeu reconhecimentos recentes. Está entre as 20 melhores do ranking brasileiro da The Dot Good, além de ostentar outros selos de transparência e governança. A gestão seguiu diretrizes alinhadas à metodologia Global Reporting Initiative (GRI), com auditorias independentes, compliance e prestação de contas.
O presidente do Conselho de Administração do ChildFund Brasil, David Braga, também presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de Minas Gerais (ABRH-MG), esteve à frente da celebração, que reforçou a rede de sustentação da entidade, formada por padrinhos, madrinhas, fundações, empresas, organizações da sociedade civil, universidades, institutos, doadores, poder público e comunidades.
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