Grupo Corpo traz de volta a BH balé de 2004 e obra que marcou seus 50 anos

Consagrado balé irá apresentar a obra "Piracema", marcou o cinquentenário da companhia em 2025
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Grupo Corpo traz de volta a BH balé de 2004 e obra que marcou seus 50 anos
Lecuona (foto), espetáculo de 2004, volta ao Palácio das Artes; outro balé será Piracema, de 2025 Foto: José Luiz Pederneiras / Grupo Corpo

Vinte e um anos separam as estreias dos balés que o Grupo Corpo vai trazer de volta a Belo Horizonte. Mas os mundos que eles evocam são profundamente diversos. Uma das mais consagradas companhias de balé do mundo, o Corpo vai apresentar, “em casa”, de 2 a 11 de outubro, no Grande Teatro Palácio das Artes, a obra que marcou o cinquentenário da companhia em 2025 – Piracema – e, depois de dez anos ausente dos palcos, o balé de 2004 com a música intensamente romântica do compositor cubano Ernesto Lecuona – Lecuona. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla e na bilheteria do Palácio das Artes.
É bom correr porque apresentação do Corpo é sempre concorrida e os ingressos esgotam-se rapidamente. Os horários são os seguintes: de quarta a sexta-feira, sempre às 20h, e aos sábados e domingos, às 19h.

Piracema, que rodou o País e o exterior em 2025 e no início deste ano, inaugurou a parceria coreográfica de Rodrigo Pederneiras com Cassi Abranches. O balé, que comemorou os 50 anos, vai abrir cada noite no Palácio das Artes e tem música especialmente criada por Clarice Assad. Em seus três momentos, Piracema sugere uma viagem pela natureza, pelo mundo urbanizado e por uma distopia que pode – ou não – ser revertida. Segundo Pederneiras, a ideia central – a árdua jornada dos cardumes rio acima para desovar – caiu com perfeição no cinquentenário do grupo mineiro, metáfora de recomeço constante da criação, símbolo de urgência e determinação.

Já Lecuona, coreografia de Rodrigo Pederneiras, apresenta 11 canções românticas e uma valsa do cubano Ernesto Lecuona, criadas nos anos 1940 e 1950, todas “banhadas a paixão e lágrimas”. São recortes de paixão e do sofrimento amoroso dentro da música sofisticada do compositor. Em 2004, o Grupo Corpo quebrava uma recente tradição (a de encomendar trilhas inéditas) e estreava o espetáculo com sequências de canções dançadas por casais, e uma única formação de grupo – a grande valsa – fechando o balé.

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