Uma biblioteca em cada cidade de Minas
As bibliotecas não são simples depósitos de livros. Ou não deveriam ser. Pelo contrário. Se bem concebidas e corretamente administradas, elas se tornam verdadeiros centros culturais, vivos e pulsantes, capazes de oferecer a seu público programação relevante e atual, além de contar com acervo de gabarito e profissionais qualificados, que estejam aptos a acolher os leitores e a ajudá-los, com alegria, a navegar nas águas da Literatura. As bibliotecas com que sonhamos atraem e seduzem, agindo com hospitalidade e atuando, determinadas, em favor das causas da leitura e do livro.
Isso não é pouco. Num mundo cada vez mais dominado pelas tecnologias digitais e pelas redes sociais, a tarefa de conquistar adeptos para o universo proposto pelas bibliotecas é árdua. Exige estratégia e, sobretudo, paixão, convicção profunda, entusiasmo, brilho no olho. E resiliência… O trabalho dos gestores e dos mediadores de leitura deve ser incentivado e devidamente valorizado. Afinal, são eles os responsáveis por erguer as pontes que vão conectar a comunidade às suas coleções. Não haverá sucesso nessa missão se não houver uma equipe empenhada em atingir seus propósitos.
Estado de extenso território e imensa população, Minas Gerais ainda conta com localidades em que não se nota a presença das bibliotecas com que sonhamos. E que merecemos. Tal lacuna precisa ser suprida – o que ocorrerá, mais fácil e rapidamente, se houver a união entre os poderes públicos e a iniciativa privada, para o que talvez seja necessário um esforço de sensibilização dos empresários locais. Uma cidade não está completa se não tem um potente centro comunitário de leitura. Um povo que não lê retarda o seu desenvolvimento e o seu progresso, atrasando o de toda a comunidade a que ele pertence. Biblioteca não é despesa, nem luxo, nem capricho, nem excentricidade. É investimento. Tanto na qualidade de vida das pessoas quanto nas suas perspectivas de melhorar.
Num país com tantas deficiências no campo da educação, torna-se ainda mais importante que as bibliotecas marquem presença física no maior número possível de municípios. Elas precisam ser realidades concretas, de pedra e cal. Precisam ocupar um espaço real, interferindo na paisagem urbana, e gerando todos os benefícios que estão prontas a gerar. Que possamos assumir essa bandeira: nenhuma cidade de Minas sem biblioteca!
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