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O coronavírus (Covid-19) trouxe uma nova dinâmica de trabalho para os escritórios de advocacia, que passaram a adotar o home office. Além disso, o foco na atuação contenciosa deu espaço para uma atuação preventiva, através do desenvolvimento de planos de gestão de crise para empresas que se encontram ameaçadas pelas circunstâncias atuais.

Cada empresa possui a sua particularidade. Algumas precisaram redobrar a atuação pelo setor que atua. Essas, contudo, precisaram criar planos de contingência para os funcionários expostos ao vírus. Outras, infelizmente, precisaram interromper as atividades e manter os funcionários em casa.

Enfim, são vários os cenários administrados. O fato é que pessoas e empresas foram atingidas, de alguma forma, pela pandemia. Além da suspensão de atividades, muitas empresas tiveram que suspender contratos, por exemplo.

Certo é que as empresas precisam sobreviver, os postos de trabalho precisam ser mantidos, destaca a CEO da Abi-Ackel Advogados Associados, Loyanna Miranda.

Para ela, “o advogado precisa se compreender como papel fundamental na condução da pandemia econômica do país. Sem sobrecarregar o Judiciário, precisamos encontrar meios para que essas empresas tenham folego até que o problema sanitário deixe de ser crítico.”

E nesse sentido, contratos bancários, de locação, seguros, dentre outros, estão sendo cuidadosamente analisados para que, em um ambiente conciliatório, as necessidades de cada empresa sejam administradas. Medidas judiciais de urgência são tomadas em caráter excepcional quando não se chega ao consenso.

Especialização – O Abi-Ackel Advogados Associados, ainda quando tudo parecia distante do Brasil, montou o Comitê de Gestão de Crise COVID-19. De acordo com a CEO do escritório, Loyanna Miranda, “por dias supúnhamos os diversos cenários e debatíamos as consequências. Quando tudo se concretizou através dos decretos estaduais e federais, já não estávamos estarrecidos com as possíveis consequências. Ao contrário, fortalecemos nossos gestores para enfrentarem, com os clientes, o que estava por vir”.

O Comitê de Crise COVID-19 já publicou cinco boletins, atualizados diariamente em razão dos atos normativos editados. Temas como impactos jurídicos-econômicos da pandemia em aspectos práticos trabalhistas; impactos na formação e evolução dos contratos; e no contencioso processual como um todo, enfim, áreas de interesse do setor empresarial, foram analisados e colocados à disposição de todas as empresas nos canais digitais da Banca.

“O empresário precisa de informação. Assim como os médicos estão colocando canais à disposição das pessoas que precisam esclarecer dúvidas sobre o estado de saúde, os advogados precisam ser vetores das informações para que as melhores decisões sejam tomadas”, enfatiza Loyanna.

“Todo o trabalho desenvolvido pelo escritório aplica-se ao nosso próprio negócio. Temos centenas de advogados e parceiros em todo Brasil e há uma enorme preocupação com a manutenção das nossas atividades. Nós, advogados, precisamos dar as mãos aos pequenos, médios e grandes empresários. Afinal, por trás de todos eles, há milhões de brasileiros que precisam sobreviver”, observa.

Atendimento intenso – O diretor operacional do Abi-Ackel Advogados, Marco Tulio Dias, ressalta que todos os atendimentos estão sendo feitos de forma on-line e ao longo dos sete dias da semana. “A equação dia x despesas passou a ser valiosa nesse momento, não temos tempo para o descanso”, frisa.

Nas palavras de Dias, o grande desafio de uma atuação jurídica séria é compreender o lado humano dos postos de trabalho. “Por trás da folha de pagamento há vidas, logo, todo plano contingencial precisa traçar, em um último caso, o encerramento da relação de emprego”, diz.