Potencial de consumo em Minas tende a aumentar 7% neste ano

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Potencial de consumo em Minas tende a aumentar 7% neste ano
Crédito: Alisson J. Silva

O potencial de consumo dos mineiros deverá chegar a R$ 476 bilhões em 2019, valor 7% maior do que o apurado em 2018, quando chegou a R$ 444 bilhões. Somente em Belo Horizonte, o montante poderá chegar a R$ 82,9 bilhões neste exercício. Um ano antes havia sido de R$ 75,3 bilhões. Em ambos os casos, o incremento é justificado, principalmente, pelo aumento de domicílios da classe C.

A previsão, baseada no índice de inflação Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,89%, é do estudo IPC Maps 2019, especializado no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, com base em dados oficiais. No País, neste exercício, a economia terá potencial para movimentar cerca de R$ 4,7 trilhões, sendo responsável por 64,8% da somatória de bens e serviços deste ano.

De acordo com o responsável pelo IPC Maps, Marcos Pazzini, em âmbito nacional, embora com presença reduzida em quantidade de domicílios, a classe B continua puxando o cenário de consumo e representa 20,97% dos domicílios e encabeça o ranking com 38,41% (cerca de R$ 1,67 trilhão) dos recursos que serão gastos pelos brasileiros em 2019.

Além disso, cada vez mais próxima, a classe C aparece com 37,5% (cerca de R$ 1,63 trilhão) dos desembolsos, representando 48,08% das residências. “Já no caso de Minas Gerais e de Belo Horizonte, vemos o aumento do potencial de compra dos consumidores alavancado pelo aumento da classe C”, afirmou.

De acordo com o estudo, dos R$ 476 bilhões previstos para o Estado, R$ 189,4 bilhões ou 39,8% serão provenientes da classe C. Já na capital mineira, dos R$ 82,9 bilhões, a categoria será responsável por 32,4% ou R$ 26,8 bilhões no decorrer deste exercício.

Participação – Ainda conforme Pazzini, neste ano, o share de consumo no Estado chegou a R$ 10,17 a cada R$ 100 consumidos no País. Já em Belo Horizonte, o montante chegou a R$ 1,77 dos mesmos R$ 100. No ano passado participações foram de R$ 9,99 e R$ 1,69, respectivamente.

“Nossa estimava é de que o consumo das famílias cresça acima do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e que sua influência aumente ainda mais na somatória de bens e serviços do País, chegando próximo aos 65%”, estimou.

Hábitos – Em termos de hábitos de consumo, os maiores montantes em Minas Gerais deverão ocorrer em serviços para manutenção do lar (R$ 115 bilhões) – incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás –, seguido por outras despesas (R$ 84,9 bilhões) e alimentação no domicílio (R$ 49,9 bilhões).

Em Belo Horizonte, as categorias foram as mesmas: serviços para manutenção do lar (R$ 21 bilhões), outras despesas (R$ 18 bilhões) e alimentação no domicílio (R$ 8 bilhões).

“Com a crise, a economia retraiu e o consumo das famílias acompanhou. Agora, as pessoas já começam a retomar o patamar de consumo e o próprio governo também começou a adotar algumas medidas para incentivar, como liberação de recursos e facilitação de crédito”, comentou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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