Samarco celebra 48 anos com meta de reativar 100% da produção

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Samarco celebra 48 anos com meta de reativar 100% da produção
Entrada do Complexo de Germano, em Mariana (região Central de MG), da mineradora Samarco. O ativo é um dos mais importantes da empresa em Minas Gerais FOTO: DIVULGAÇÃO / NITRO HISTORIAS VISUAIS

Minas Gerais e mineração caminham juntas. Está no nome, na essência e na evolução. Uma evolução que começa em cada um dos municípios que vivem da atividade no Estado e se estende para o País, por meio de ganhos que se traduzem em emprego, renda, impostos e desenvolvimento. É neste contexto que nascia, há 48 anos, uma empresa que viria a se tornar referência mundial na produção de pelotas de minério e finos de ferro, matéria-prima fundamental para a fabricação de aço outro produto base da economia mineira: a Samarco.

Mineradora brasileira de capital fechado, controlada em partes iguais pelas acionistas BHP e Vale, a Samarco destacou-se desde os anos 1970 pela inovação: foi pioneira na extração de minério de baixo teor e na logística integrada da mina ao porto.

“Apesar de não ser tão grande quanto outras mineradoras brasileiras, a Samarco sempre se destacou como uma das líderes da indústria de mineração, em termos de performance. A começar pela transformação de um minério de baixa qualidade em um dos melhores insumos siderúrgicos do mundo, que, não por coincidência, já começa a ser demandado pelas indústrias como minério do futuro”, afirma o Diretor de Estratégia, Financeiro, Suprimentos e Reparação, Gustavo Selayzim.

Obras da primeira usina de pelotização em Ubu, no Espírito Santo, em 1976, marco que posicionou
o Brasil entre os líderes globais na produção de insumos siderúrgicos FOTO: ARQUIVO / SAMARCO

Décadas se passaram e a Samarco seguiu com a capacidade histórica de entrega e operação integrada da mina ao porto. Mas em 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais, foi um divisor de águas na história da empresa. Após o ocorrido, as operações da mineradora ficaram suspensas por cinco anos, e desde então, a Samarco tem atuado em programas de reparação, inicialmente conduzidos pela Fundação Renova, que está em liquidação, e, mais recentemente, sob liderança direta, considerando o Novo Acordo do Rio Doce e a previsão de aportes de R$ 170 bilhões em investimentos.

Em termos de operações, a mineradora obteve as licenças para voltar operar em 2019, mas optou por aguardar a conclusão do sistema de filtragem para empilhamento a seco do rejeito, para retomar as atividades o que ocorreu em dezembro de 2020. Para Selayzim, uma escolha estratégica. De fato, a retomada de forma gradual e sem barragens de rejeito evidenciaram o novo momento da Samarco.

“Mais do que isso, chama atenção a capacidade da companhia em retomar operações e desempenho de maneira tão rápida e precisa – com a anuência de todos os órgãos – mesmo diante de algumas atribulações, como o próprio processo de Recuperação Judicial, encerrado de forma antecipada pela Justiça mineira há algumas semanas. É um renascer. Temos hoje 60% de retorno da capacidade operacional e até o fim do ano devemos ter a aprovação do momento 3, que é o retorno de 100% dessa capacidade até o começo de 2028”, ressalta.

De maneira cronológica, faz-se importante lembrar que a produção evoluiu de 26% em dezembro de 2020 para 60% da capacidade produtiva instalada em apenas quatro anos – marca atingida em 2024, antes do previsto. Avanço possível graças a um investimento de R$ 1,6 bilhão e à criação de cerca de 3 mil postos de trabalho diretos e indiretos em Minas e no Espírito Santo.

A meta agora é retomar 100% da capacidade em 2028, com investimentos da ordem de R$ 13 bilhões. O plano inclui a reativação de plantas em Germano (MG) e Ubu (ES), com foco em segurança e sustentabilidade.

Pelotas de ferro ganham protagonismo na descarbonização do aço

Início das operações do primeiro mineroduto
no Brasil, década de 1970 FOTO: ARQUIVO / SAMARCO

A Samarco foi a primeira mineradora do País a utilizar o transporte via mineroduto, demonstrando, já na década de 1970, a preocupação com a inovação e a entrega de soluções eficientes e, ao mesmo tempo, com menor impacto socioambiental. Tanto que o sistema foi considerado por décadas o maior do mundo para o transporte de minério de ferro, atravessando 24 municípios entre a área de extração, em Mariana, na região Central de Minas, até a usina de pelotização e o porto, em Anchieta, no Espírito Santo.

E o modelo segue como diferencial. A empresa opera ainda hoje de modo integrado, da mina ao porto, por meio das unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. Juntas, as plantas executam a extração e o beneficiamento do minério de ferro, a transformação em pelotas e finos do insumo e a exportação em porto próprio (Porto de Ubu). Os produtos são voltados principalmente para o mercado externo, direcionados aos principais produtores de aço na Ásia, Américas, Europa, Médio Oriente e Norte da África.

O Diretor de Estratégia, Financeiro, Suprimentos e Reparação, Gustavo Selayzim, destaca os diferenciais e o posicionamento da companhia como um dos três maiores players do mercado na entrega de um minério de alta qualidade e capaz de garantir a descarbonização da indústria siderúrgica nos próximos anos.

“A Samarco produz basicamente pelotas de ferro e pellet feed. E justamente por a empresa ter sido capaz de entregar produtos de altíssima qualidade nos últimos 48 anos, ela está numa posição competitiva para atender a descarbonização do mercado siderúrgico. A atividade está num processo acelerado rumo ao Net Zero até 2050, e a pelota da Samarco é um dos maiores viabilizadores para isso. Ou seja, nosso portfólio hoje é extremamente aderente ao que a indústria demanda para o futuro”, garante.

Aportes sociais e ambientais fortalecem comunidades

Ao longo dos anos, a Samarco contribuiu de forma significativa para a geração de empregos, priorizando a contratação local, geração de renda e fortalecimento de fornecedores locais. Essa atuação se reflete, entre outros aspectos, na arrecadação de tributos nos municípios onde está presente por meio de impostos pagos diretamente pela empresa, e aqueles resultantes da aquisição de bens, materiais e serviços de fornecedores.

A arrecadação fiscal impulsionada pela atuação da Samarco permite que os municípios invistam em áreas essenciais como infraestrutura, educação e saúde. Além disso, bem-estar social e meio ambiente também são prioridades e a empresa realiza investimentos voluntários em ações e projetos sociais nas áreas de educação, meio ambiente, empreendedorismo, infraestrutura edesenvolvimento comunitário.

Entre as principais iniciativas, estão os programas Força Local e de Educação Ambiental, a Política de Investimento Institucional e Social (PIIS), além de parcerias em projetos de pesquisa e inovação com universidades, entidades e startups.

Por fim, a Samarco investe em pesquisa aplicada e ações de recuperação ambiental que ampliam o conhecimento técnico-científico e contribuem para a conservação da biodiversidade. A empresa mantém uma proporção de 4,2 vezes mais áreas preservadas do que operacionais.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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